Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | julho 23, 2014

CBF arma esquema para lucrar com jogadores da base. A opção de Dunga: fechar os olhos ou participar da partilha

Santa Casa fecha, cadeirantes andam o povo reclama, Neymar anda e nada

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/philosophy/2428136-santa-casa-fecha-cadeirantes-andam/#ixzz38Jo4pkup

Blog do Paulinho

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Nunca, em toda a história da Seleção Brasileira, um treinador de equipes de base, de currículo ralo – inclusive como atleta – foi tratado com tamanha importância quanto Alexandre Gallo, nas últimas semanas.

Marin e Del Nero tentam vendê-lo como símbolo da renovação do futebol nacional.

Na verdade, Gallo, ligado a diversos empresários do submundo esportivo, terá função estratégica para os dirigentes.

Não é a toa que, em destacada participação nas recentes entrevistas coletivas, o ex-volante, mesmo sem consultar o treinador da Seleção Principal, “definiu” que os jovens atletas, por ele escolhidos, terão uma espécie de “cota” obrigatória de convocação.

Seguindo esse raciocínio, o poder de Gallo passa a ser imenso, não apenas de barganha com os clubes que cederão os atletas, mas também com os empresários envolvidos no negócio, que, sabe bem, terão seus rebentos valorizadíssimos com a passagem, nem que seja no banco, pela equipe nacional.

Gallo não…

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Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | agosto 29, 2013

“Vem cá ficar comigo”

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Essa é a figura de analise e esse o texto que o acompanhava:
” Quando pensamos no escritor católico por excelência, pensamos em Dante, que no entanto teve a ousadia de venerar sua Beatriz na hierarquia do Paraíso. Se pensamos no escritor protestante por excelência, pensamos em Milton, partido ou seita de um só, que acreditava que a alma era imortal, e haveria de ressuscitar apenas em união com o corpo. Quando pensamos no escritor judaico por excelência, temos de pensar em Kafka, que se furtava à própria audácia, não acreditava em nada, e confiava apenas no pacto de ser um escritor.”
Harold Bloom

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

O nome desse texto é uma musica do conjunto Inimigos do Rei que se chama “Uma barata chamada Kafka” que fez muito sucesso nos anos 80 do século passado e é referente a obra do escritor Franz Kafka (1883- 1924) que era tcheco, “A Metamorfose”. Por que? Por causa de uma imagem de um inseto deitado em uma cama que vi em uns dos grupos de filosofia que participo. Algumas pessoas viram até um sentimento religioso, mas eu só vi a culpa que carrega Gregor Samsa, só vi Kafka.

Quem leu a biografia do escrito tcheco, sabe que ele teve uma educação severa e muito pouco, libertaria. Tanto é, que Kafka  era por excelência um menino doente com um monte de alergia e que faz dele um escritor obscuro com suas historias sarcásticas que mostravam a essência monstruosas da humanidade. Nessa historia, podemos ver que Gregor acorda de um sono agitado onde mal teve um descanso bem dormido para se transformar em um inseto – a barata veio porque a cor desse inseto era castanho e seu dorso era cheio de ondulados com muitas pernas, além das asas. Talvez o escritor tenha colocado essa característica, para realmente quem entende perceber que Samsa se transformou em uns dos insetos mais nojentos que existe – esse inseto podemos colocar como uma culpa, a culpa e a consciência de uma mentira ou de está tão longe de suas origens. Kafka por ter sua origem judia, foge dessa origem e faz o caminho de não acreditar em nada e carregar essa culpa de negar sua origem – isso acontece com outros escritores que é muito visível – e colocar essa origem num niilismo radical, não restando nada. Esse nada é criado como uma implosão da educação rígida com uma bomba atômica, uma bomba de revolta atômica. Podemos ver inúmeros exemplo dentro de todas as áreas, onde a educação rígida se torna algo como um “terreno fértil”  para as ideias que muitas vezes, faz desse ser humano um gênio e mostra a ele o lado mais sombrio do ser humano. O critico literário Harold Bloom disse assim de Kafka: “Quando pensamos no escritor judaico por excelência, temos de pensar em Kafka, que se furtava à própria audácia, não acreditava em nada, e confiava apenas no pacto de ser um escritor.”. Não vejo Kafka como um escritor judaico, sim teve uma educação judaica rígida, mas vejo como um escravo de sua origem e escravo dessa educação que ainda que não se acredite em nada, ainda era prisioneiro de sua origem. Mas metamorfoseava essa culpa em desespero e certa fobia da solidão, porque essa solidão  fazem dele uma criatura diferente, faz dele uma criatura que todos vê e rejeitam como se fosse algo “repugnante” que não faz parte de um mundo feliz (ou as pessoas pensam estarem felizes) e transforma isso em uma culpa e essa culpa faz pensar que é um solitário no mundo e não será nunca compreendido.

Nessa imagem só consegui enxergar Kafka, sua rejeição ao seu “sagrado” judaísmo, faz dele um inseto, um ser nojento que afasta dele até de sua família e isso lhe dará milhares de motivos para se isolar e escrever essas novelas. Mas como Espinosa (1632-1677), que também teve origem judaica, não esqueceu muito da sua educação e faz o caminho de educar, mostra que se afastar de sua origem se transformara em um inseto como o filosofo Espinosa vai ensinar a ética judaica dentro da filosofia. Como até Nietzsche (1844-1900) ainda mostra sua origem protestante (aqui chamados de evangélicos), onde ele quer mostrar a origem dessa cultura e escorrega – até os mestres falham – em analisar o cristianismo numa perspectiva platônica e nem sempre Platão era um idealista e sim, um filosofo metafísico e ao mesmo tempo político. Em analise tanto do texto de Harold Bloom ou da imagem, muitas pessoas enxergaram a religião como uma vilã de todas as desgraças humanas e todas as idiotices que vimos. Mas vejo na religião uma ideologia  e no final, cada pessoa faz dela uma leitura do seu conceito sagrado, do seu conceito onde terá mais conforto ideologicamente. Kafka fez sua leitura sagrada como uma prisão, seu pai fez tudo isso com ele por culpa da religião onde seu pai recebeu as instruções – assim como Nietzsche culpa a religião cristã de ter uma Irmã neurótica e chata, muito mais quando casa com o inútil antissemita, e de ter uma mãe protestante rígida e doente. Além de ter magoas profundas de ter amado a Andreas Salomé e essa o ter rejeitado por ver nele só um mestre, a cultura  europeia era a culpada e carregou também a culpa de não ter seguido a cultura e ter uma vida comum – e nela estava essa prisão, nela estava a rejeição de toda a comunidade, nela estava a solidão de pensar e duvidar como um moralismo aprisionado com os “bons” costumes. Esse “bons costumes” geram a crise de identidade que hoje, com o advento democrático em massa, gerou outra maneira de manifestação.

Se for mesmo uma barata – fato curioso que a barata é parenta do cupim – ela tem a característica de ter medo e esperar a noite para se alimentar o que é podre ou o que esta no chão. Será que ele quis dizer que Gregor Samsa tinha medos além da culpa? Não sei…minha leitura é a visão preconceituosa que a sociedade que enxerga os seres diferentes como seres que não podem conviver com o ser humano e se colocam como “perfeitos”. Não existe nada esteticamente dentro do universo que tenha a perfeição tanto geometricamente, quanto aparentemente corporal, uns tem os traços característicos de seu código genético. A obscuridão na obra kafkaniana é a sombra que foi construída dentro da moral onde o ser humano foi educado e seus segredos que não podem ser revelados por não serem aceitos e que podem, chatear outras pessoas e na cosmovisão humana, precisamos das outras pessoas. Por que precisamos de outras pessoas se somos indivíduos que temos em si, nossas próprias características? Quando temos nossa próprio esclarecimento, não precisamos de nada como tutor moral e nem uma desculpa esfarrapada como pilar de uma revolta.

Franz Kafka era um gênio e suas historias eram ótimas, mas tinha um pouco dele, tinha um pouco de sua magoa de não ser o que a sociedade queria ser. Na figura só vejo Kafka.

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Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | agosto 21, 2013

A nação do futebol… ver pernas pode, dar beijo não?

fundamentalistas religiosos socando o homossexual com a bíblia

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

 

Nem tava muito a fim de escrever e estava escrevendo sobre outras coisas quando me deparei com duas fotos, uma de uma faixa escrita: “ vai beijar a P. Q. P…aqui é lugar de homem”. E outra coisa é o texto do blog do jornalista Leonardo Sakamoto o nome é “Não fique apenas com dó. Dê carinho a um torcedor homofóbico” e tive que rir do texto, irônico que o jornalista escreveu, mas que fala de uma verdade que até eu digo o tempo todo. Todo mundo tem preconceitos e tem as mesmas rejeições que os nazistas, só não vê que não quer. Essa “muvuca” toda é por causa de um beijo selinho que o jogador Emerson Sheik deu no seu amigo por causa de protesto contra a homofobia ou sei lá o que, mas aconteceu o beijo e alguns torcedores saíram ao protesto. Sair para protestar por uma coisa mais útil, nem pensar, porque o time de futebol pagara suas contas e o leite dos filhos desses caras que não tem o que fazer.

Os caras deixam as mulheres em casa, ficam vendo 22 homens correndo atrás de uma bola, fica no meio daquele bando de homem na torcida com odores maravilhosos e se incomodam com um selinho? Ora, seria o mesmo que você sentir pena de um touro no rodeio e adorar assistir uma tourada, somos um país machista, hipócrita e ainda com todos os preconceitos possíveis. Tem pessoas que ainda, em pleno século 21, não contrata pessoas com tatuagem, pessoas com deficiência, pessoas que não tem a aparência “aceita” pelos padrões que a maioria coloca e são contra homofobia, acham com maior autoridade do mundo, que algumas classes tem que ir para cadeia mais do que as outras. Por que? Porque o filho desse mesmo cara, pode jogar ovo na cabeça das pessoas e as pessoas tem que dizer que é só uma traquinagem e nada mais, temos que ser contra tudo aquilo que nos é diferente. Que o Sheik jogasse no São Paulo Futebol Clube, as pessoas diziam que é normal, mas como é no Corinthians a historia é outra.

Tem dois pormenores nessa historia e é importante salientar. O futebol deve ter homossexuais jogando – não que estou dizendo que o Emerson Sheik é – e isso é normal em qualquer profissão, porque ninguém é obrigado a não assumi o que não é. Mas não vai interferir com seu desempenho e nem como o cara joga, isso não pode ser um fator determinante, senão vou achar que o jogador joga com outros pés a não ser aqueles que ele joga. Isso tem a ver com a cultura que vivemos e como isso determina com o discurso que acostumamos em repetir e determinar, quem tem muito a ver com o discurso do poder de Foucault e a normalidade predominante que determina o que é certo, como aceito, e o que não é certo, como não aceito. Porque o discurso do brasileiro é um discurso da moral (mores) e não um discurso ético (ethos), porque a moral vai ditar as regras de convívio e não as regras que realmente interessam para si mesmo e o que sentimos. Nietzsche irá dizer, que temos ainda uma “corrente” no pensamento de Jean-Jaques Rousseau que era para ele a “tarântula moral”, porque se preocupamos tanto com que o outro pensa, que nos esquecemos que pensamos.

Há um custo disso que é a antipatia daqueles que não concordam com esse tipo de moral, uma moral centrada no outro, uma moral que é centrada em uma maneira hipócrita e pouco usual. Se olharmos dentro da historia, vamos ver varias guerras por causa desse tipo de conversa, que um ser humano não pode suportar o outro por causa das diferenças de comportamento e de estilo, e porque não, de aparência física. Todos sabem que o mais terrível foi a onde nazista de Adolf Hitler que dizimou milhões de pessoas de todos os tipos que não se encaixavam dentro dos padrões da beleza humana, esses padrões eram muitas vezes, os padrões gregos herdados pelas nações arianas (não é a toa que Hitler e seus correligionários iriam fazer uma limpeza étnica e de estética dentro da humanidade, ou por ignorância ou por desonestidade intelectual, diziam ser descendentes dos arianos, só que os Arias viviam ao norte do Irã e, portanto, os judeus vieram do mesmo tronco étnico). Os gregos tinham uma preocupação muito intensa dentro da estética corporal, tanto nas discussões políticas e filosóficas (vide Platão) e na parte guerreira com a famosa eliminação dos “deformados” nas sociedades espartanas e atenienses.

O ser humano só sabe aquilo que é assegurado em sua linguagem, só vê o que lhe interessa e prenda sua atenção, e com o advento cristão, os “defeituosos” morais são julgados piores ainda. Eles têm no sexo algo abominável e que não pode ser explorado – sendo que isso não era problema para a sociedade tanto grega, como a sociedade romana – mas colocaram essas “abominações” no cânone e não tiraram mais. Então, os nazistas fizeram um “hardcore” nessa moral e colocaram no mesmo balaio, sendo que, se diziam místicos. Tenho minhas duvidas, porque místicos com moral hardcore cristão é complicado. Bem, com isso podemos ver que nem sempre o diferente pode ser respeitado e tem um viés estranho, quando se cobra respeito e esse respeito não é recíproco. Afinal, até no meio dos terríveis gladiadores existiam homossexuais, por que não jogadores de futebol?

Homofobia pega?

 

 

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | agosto 15, 2013

Ética de Don Draper

“As pessoas têm um desespero tão grande para que alguém diga a elas o que fazer, que elas aceitarão qualquer coisa.” - Don Draper

“As pessoas têm um desespero tão grande para que alguém diga a elas o que fazer, que elas aceitarão qualquer coisa.” – Don Draper

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Don Draper é um publicitário bem sucedido dos anos sessenta do século passado e que é um personagem da serie Mad Man, que se trata de publicitários dessa época. O quarentão bem sucedido pensa só nele e em seu próprio prazer, ele é o que podemos dizer, um excêntrico egoísta.  Mas ele só é mais um homem de negocio fabricado talvez, pela filosofia objetivista de Ayn Rand. Mas não o vejo assim, o vejo como um homem a procura de uma identidade humana e talvez, ele esteja trilhando o caminho do herói.

Em toda historia do herói – seja na mitologia de todos os povos antigos até os HQs da era moderna – tem uma autonegação de si que nos olhar dentro de nós mesmos e se fechar em tudo ao nosso redor. Se nega a humanidade e nosso lado humano, como se fossemos esferas de algo do acaso, como se fossemos acidentes biológicos. Negamos até mesmo nossa alma, nosso espírito e nos remetemos ao mundo em si e negamos nosso meio e nossa participação no universo. Ou você acha que não está contribuindo para a evolução do cosmo? Todos nós estamos contribuindo para a evolução desse cosmos, porque nossas ações – queira você ou não – contribuem para o patrimônio universal. Por isso que muitas religiões vão pregar as ações morais e éticas, porque com ética e as ações morais, vamos conduzir todo o universo a um caminho bom e repleto de conhecimento. Mas tem um porem, as religiões institucionalizadas não gostam do conhecimento e dominam pelo medo e pela doutrinação que é um erro. O homem tem que descobrir quem é realmente o homem.

Todo herói passa em fases egoístas… quer herói mais egoísta que o Bruce Weyne, o Batman? O cara vai aprender artes marciais em outro lugar do mundo, foi se encontrar em outro mundo e outro país se isolando, achando que seu sofrimento é único e não pode ser superado. O simbolismo do homem morcego é o simbolismo de todo herói, perde algo para ter a visão da sua força, perde algo para renascer em um novo ser. Outro herói que podemos nos espelhar para dar um exemplo é a saga Star Wars, o grande herói – todo mundo vai me atirar pedras, mas vamos lá – é Anakin Skywalker que ao mesmo tempo em que construiu o império (iludido) ele destrói esse mesmo império.

Mas Don Draper não quer ser herói, ele quer seu prestigio e dinheiro para dar conforto a Ele – imagino que ele faz uma imagem de bom pai e bom marido que é muito comum nesse meio – e dá o que mais quer e o que todo ser social mais almeja. A ética (ethos) nesse caso é a sua própria felicidade (eudaimonia) enquanto homem bem sucedido no meio de um mundo capitalista – onde podemos ver isso como prova da filosofia objetivista de Ayn Rand, é sua maior obra A Revolta de Atlas onde Dagny Taggart faz de tudo para firmar a Taggart Continental como empresa e para isso, toma decisões individualistas sem consultar ninguém – porque para o meio capitalista (onde o importante é o capital que podemos acumular) a filosofia liberal predominou como a promessa do individualismo como forma de cada ser humano ter a liberdade (eleutheria) que é uma grande ilusão. Na serie você enxerga varias situações que podemos chamar de ilusórias, sem a mínima necessidade de existir e se existem, pode ser comparadas a momentos de engano para si mesmo. Isso reflete dentro da própria sociedade e no tempo que essas situações ocorrem – numa pouco, muito pouco mesmo, seus sentimentos. Porque a sociedade não tolerava pessoas que saíssem de seus pensamentos morais (morales) onde a família tinha que ser unida e era um absurdo traição (embora muito comum) – onde Don Draper tem sua esposa mais como alguém para cuidar e dar a ele algum status (sendo o sogro como alguém de posse e que poderia dar alguma imagem de poder), mas podemos ver, quem assisti a serie, que apenas tem a esposa sobre controle mandando ela para um psicanalista – que quebra a ética medica re conta tudo para Draper – que paga para deixar a esposa pensar na culpa e que apenas é uma menina. Tem a amante que faz o papel de mulher madura, que pode ser para “fazer amor” e ter conversas mais maduras. Bem atípico para uma sociedade que a milênio, carrega a exige de sociedade patriarcal. Uma é a esposa, imatura e mimada, a outra uma mulher madura e que se deixa ser usada por causa da paixão e charme de Draper (típico Complexo de Electra).

Ao longo da serie podemos ver que ele rejeita suas origens pagando seu irmão para não mais procura-lo – o irmão nesse momento o rejeita e se magoa com a atitude de Draper – que mostra o amor do publicitário a vida que leva e ao personagem (personas eram mascaras que se usavam no teatro em Roma) que criou para sua vitoria diante da infância sofrida. Como publicitário que sou, sei que aprendemos ética como matéria, mas não usamos nas agencias – embora nunca trabalhei da área por causa das discriminações dentro das agencias de publicidade que não quiseram me contratar por causa de minha deficiência – por causa que são reféns do sistema capitalista que paga seus salário. Não é à toa que existem tantas celebridades no meio sem ao menos serem – muitos da minha classe eram fissurados em cinema, como no curso de informática, a maioria era fissurada em musica e jogos – mas que graças a sua informação, todos sabem da sua existência. Etimologicamente publicidade vem do latim prubicitas que deriva de publicus e significa “relativo ao povo” de populus “povo”, que por sua vez vem de propaganda. O termo propaganda veio do latim propagare e seu significado é “espalhar, estender, divulgar”, originalmente significa “espalhar plantas” (por causa do plantio em Roma). Propaganda como é conhecida hoje, veio de 1622 com um texto chamado Congregatio de Propaganda Fide “Congregação da Propaganda da Fé” do Papa Gregório XV. A ideia da propaganda é espalhar o máximo possível uma ideia ou produto – nem sempre a propaganda levou a venda de um produto, pode ser uma ideologia que pode ser dominante como foi nos governos totalitários (nazistas, fascistas, soviéticos e socialistas como cubanos e chineses) ou até mesmo nos governos democráticos como acontece – com maior abrangência atingindo inicialmente o publico (publicus) porque ele comprara ou aceitara o produto – ideológico ou não. Não é à toa, que o símbolo da publicidade é o galo.

Para o ser humano ético – há uma discussão muito grande quanto ética ser o mesmo de moral, porque ética vem do grego ethiké “relativo a moral” que por sua vez vem de ethos “costumes”. Enquanto moral vem do latim mores “relativos aos costumes” e alguns dizem que era uma tradução romana de ethos, mas não traduz por completo, pois para o grego ethos era uma interiorização do ato humano, ou seja, aquilo que vai gerar genuinamente uma ação humana enquanto sujeito moral. Ethos vai remeter o sujeito a agir para uma intenção, sempre mostrando também seus costumes e seus hábitos conforme a materialização dos valores. A mores dos romanos se esqueceu da definição real de ethos (como dimensão do ato humano), valorizando o sentido comunitário valorativo, por isso a confusão da ética e moral – temos que olhar o ato como algo pessoal, como se os valores que adquirimos fossem a nossa própria lei, um ato pessoal que remete o âmago do ato de agir e para também a intenção. Enquanto a moral enxerga o meio das regras do convívio, a ética enxerga o ato humano em sua essência no âmago da intenção de agir. Fazer algo que afronta uma conduta religiosa, por exemplo, fere a ordem moral no sentido do convívio social que está em voga;  mas matar ou roubar já fera a ordem ética que é o ato em si mesmo. Na verdade podemos refletir sobre o ethos quando esse, num sentido mais restrito, mostra nossa própria vontade e vamos a meta e realização dessa vontade.

Don Draper quer realizar as vontades que pode realizar com seu trabalho – onde exerce o papel de iludir para vender um sonho – e ganhar cada vez mais prestigio. O ethos grego é uma definição ontológica – que trata a natureza do ser, ou seja, o ser enquanto ser – na intenção a partir da natureza de cada ser humano e as ações que levam essa natureza. Seria o ratio essendi (Razão do ser) da filosofia kantiana onde está embutida a liberdade (eleutheria/libertas), porque a razão (logos/ratio) tem que transformar as informações culturais como um ato de convívio social – isso tem a ver com a moral (morales) que são regras de convívio – que não fere a liberdade do outro. Draper é um homem típico do seu tempo, que mantêm as aparências para o status de “bom homem” e “bom marido”, mas que esconde um homem que tem sua vida vazia porque não faz o que gostaria por causa da “mascara” social que colocou. Exemplos inúmeros durante a serie – posso até arriscar um vazio diante no amor, já que não casou com a mulher que amava para casar com uma mulher que lhe desse status – Don Draper é um homem automático e nada sentimental que faz de tudo para se transformar em um homem a imagem do perfeito cidadão e protetor perfeito de sua família. Um herói que não passa de um patife, um amoral que não sabe se colocar em uma sociedade dos sonhos americanos – podemos ver que a essência da serie é regida pela ideologia da vida dos sonhos americana, a liberdade e o direito de fazer e pensar o que quiser (sempre manipulando) – mas não, ele é apenas um humano, um misero cidadão que pensa ser livre e é um escravo de seu próprio personagem e da sociedade ideal americana. Um idealismo que coloca um mundo colorido com recheio cinza, uma luz onde não consegue emancipar a escuridão – dai a critica que George Lucas faz no personagem Anakin Skywalker, onde com suas perdas (a mãe que é amor maternal e o esposa que é sua anima e o impulso de viver) torna um homem obscuro e perverso onde é iludido pelo falso poder, já que o imperador Sisth é Lord Sidious, ele é Lord Darth Vader, é apenas um autômato que atende ao interesses do imperador, voltarei com uma analise mais profunda – onde nem sempre o “bom” quer dizer “o justo”.

Entramos um pouco no budismo – foi uma doutrina iniciada por Sindharta Gautama no século V antes de Cristo, onde se prega o caminho do meio como meta de se quebrar o maya (ilusão) – que prega vivemos numa grande ilusão onde fomos condicionados a acreditar que os desejos, muitas vezes não são desejos reais vindo de nossa anima (alma), são importantes. São meras ilusões que nos deixam ter ansiedade e doenças, já que somos levados a vender nossa mão de obra para comprar seja o que for. O desejo e único real é comer, quem passa fome tem o desejo de outra coisas aguçado para ter o desejo de querer coisas superfulas, mas quem tem só o desejo primordiais, não passa necessidade. Por isso que o budismo diz para tirarmos de nós o conceito de ter desejos porque muitos deles não serão realisados – tem que ter certeza que nunca terá uma Ferrari, mas que podemos ter um carro bom que nos leve onde queremos – mas que levarão a nossa total ilusão. Só existe uma realidade o nada que é essencial para o equilíbrio e assim, a maneira verdadeira consensual. Nesse vazio (shunya) se cria um vácuo que não se pensara nem no futuro e nem no passado.

O ethos grego é a procura humana para uma real motivação para aquela ação, a interiorização que motivou a iniciar e levou ao fim do ato. O ato em si é o motivo do motivo, então, não é o ato que importa e sim o motivo que levou a essa ação e ao ato. Para o grego antigo, não poderia se estabelecer uma regra para o motivo da ação, mas o que levou ao motivo daquela ação que é importante e o grego vão interiorizar até nos julgamentos isso. Sócrates de Atenas (469-399) vai repetir o que esta na porta do Oráculo do deus Apolo, o Oráculo de Delfos que dizia: “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo” mostrando que o ethos era muito mais do que um termo, era a tentativa grega de buscar em si o motivo e a motivação de cada ato. Seria uma “helenização” da filosofia oriental – alguns estudos dizem que as raízes tanto gregas quanto orientais, mas especificas da Índia, mostra muita semelhança e remonta o pensamento dos povos indo-europeus, os arianos (arianus), que viviam nas planícies do Irã e invadiram a Grécia, com os dórios, e a India na sua maior parte – porque mostra a intenção em si conhecendo sua própria natureza. Os gregos falavam em conhecer a ti mesmo, conhecer tudo que diz, tudo que remonta a sua realidade e mostra refletida em ato. Um homem que tem vícios, como o alcoolismo, depende do ato de beber a substancia álcool para ser o que realmente é. A retomada da sua natureza – que Deepak Chopra vai dizer que são sombras que ficam no nosso inconsciente – se transforma em imagens que vão transformar em vontades, a vontade mais primordial do ser humano é a vontade de comer e as necessidades fisiológicas, o resto é só uma vontade sintética ou artificial.

A imagem do homem do porte do Don Draper mostra a sinterização das vontades e mostra a interiorização do porte dessas vontades – nada justifica ele deixar suas vontades verdadeiras para embrenhar em vontades que lhe darão status e deixarão sua alma motivação, com apenas bens materiais, nada sobrara de seu eu (ego) – que nada são na valorização do ter muito mais situada do que ser. Quem é Draper? Quem é realmente essas figuras que aparecem tanto na mídia? Não poderemos saber nunca, porque sempre haverá um personagem que irão se esconder, sempre haverá um eu falso, um alter-ego.

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Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | julho 7, 2013

Antropologia vermelha

Mafalda dizendo que a borracha do policial apaga ideologias

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Não há mal nenhum em ter ideologias políticas e ter partido, isso é natural de nossa cultura ocidental dês da abertura dos governos democráticos, mas ter uma cegueira institucional por causa disso, chega ser errôneo e desnecessário. Há perigos neonazistas isso ninguém discute e não vamos dizer que não existe dentro da manifestação, isso sem duvida, mas achar que os partidos foram escorraçados por eles, é exagero. Isso que faz minha colega de causa Antropóloga e pessoa com doença rara e com deficiência Adriana Dias Higa (aqui) que estuda a bastante tempo esse fenômeno.

Para começar eu devo esclarecer – usando a frase do Frei Beto (aqui) que é muito pertinente nesse artigo de discussão – que sou de esquerda e não sou esquerdista, pois ele diz que se um direitista é doente, um esquerdista sofre uma doença infantil comunista. Estou cansado de ser chamado de “coxinha” porque não concordo com alguns colegas esquerdistas que insistem nesse tipo de estudo e ideias desnecessárias – sugiro lerem o livro A Quarta Teoria Política de Alexander Dugin (aqui) – onde até o liberalismo saiu de cena. Na verdade, as esquerdas “burras” brasileira, não estão brigando com nenhum regime porque tudo se desfez já a muito tempo atrás. Depois sei muito bem que um estudo antropológico não pode ter respostas pretensiosas usando isso como pretexto para defender governo A ou governo B, isso é bem claro que no começo na matéria introdutória a revista Carta Capital, acusa algumas pessoas que expulsaram os partidos de neonazistas. Ora, ficou claro que isso é uma manobra muito usada ainda hoje, de procurar culpados a não ser a si próprios, como se o governo não fez nada para a população se revoltar.

Em umas das perguntas a nossa colega Adriana diz assim: “Por exemplo, o indivíduo consegue comprar uma casa pelo programa Minha Casa, Minha Vida e vai a um culto religioso e acredita que conseguiu por sua própria conta.”, como se o individuo não pudesse ir as ruas porque conseguiu uma casa no programa do governo, como se ele tivesse que agradecer o que ele fez a vida inteira e lembrar que o “messias da estrela vermelha” lhe tirou do aluguel. Só que os juros dessas casas e as prestações aumentam e com esse aumento se torna impossível o pagamento levando ao comprador, a miséria que eles “acham” que tiraram. Perdoem as palavras, mas isso é um “estupro” a minha inteligência e é sim a defesa de um governo que não faz nada para melhorar, são resoluções paliativas e pouco resolve o problema da população além de serem preconceituosos quando chamam a elite de branca, quando o Edson Arantes do Nascimento o Pelé é negro e é elite, muitos são de elite e são nordestinos ou negros. Não venham perverter até antropologia que é tão pervertida com a enxurrada de balelas religiosas. Aliás, nessa pequena frase, ela culpa até a religião que também é uma forma de se esconder atrás de alguém para não assumir sua própria culpa.

O problema do neonazismo é a falta de uma ideologia e falta de um ensino bom nas escolas, porque os professores usam as aulas para ficarem reclamando dos salários baixos – como sua única alternativa seja ali – e para fazer propaganda de suas ideologias partidárias. Tem rapazes e moças dentro desses grupos sem saber o que é o nazismo e quem foi Adolf Hitler e isso é uma realidade e não só aqui, no mundo. Tem grupos nos EUA que esperam a reencarnação do Firher e isso é uma triste realidade, onde se mistura a ideologia eugênica do nazismo, e as religiões que acreditam na reencarnação. Virou uma religião perigosa e crescente e não vai passar disso, coisas de gangs. Como disse acima, a falta de um ensino bom nas escolas que faz essas ideologias crescerem, que o grande problema é a crescente demonstração de uma pedagogia do “coitadismo” que as crianças e os jovens não  deveriam olhar os judeus assassinados e as pessoas com deficiência, devem olhar até as vitimas de Heroshima e Nagasaki e ver o que essas ideologias fizeram na humanidade. Repito, há sim neonazistas nas manifestações e esses mesmos devem ser expulsos igualmente os partidos foram, porque não são ideologias que vão fazer com que o ser humano evolua.

Mas não acho que essa é a principal causa da expulsão dos partidos e sim, a crescente corrupção que assola o país e a falta de uma ideologia verdadeira, que a única alternativa se vendeu o que os esquerdistas chamam de liberalismo, acabou. Nunca tivemos um liberalismo verdadeiro e nunca uma democracia verdadeira, nosso governo não passa de um coronelismo dês do seu “descobrimento” e até hoje, se sustenta com as grandes e tradicionais famílias, mesmo no militarismo. A evolução disso seria um cidadão apartidário que não se vota em partidos e sim, em pessoas. Prova disso é que o prefeito de Nova York, não tem partido e lá nos Estados Unidos, há essa liberdade e não há problema quanto a isso. O congressista é um empregado do povo porque é pago para isso, é uma pessoa que não é mais que o povo, mas é pago por ele. O Brasil foi sempre um quintal dos fundos português que plantavam e arrancavam madeira, nem acreditavam que tinha riquezas minerais encontradas depois, porque não queriam colonizar para ter aqui um Estado português, isso é histórico. A corrupção é histórica, infelizmente.

Então as crescentes manifestações não tem que ter partidos, ideologias e ressonância nem da extrema-direita – porque é ridículo que pessoas mestiças sejam nazistas e pregam uma superioridade branca, porque todos nós viemos de raças diversas e não só uma raça. Matar as raça dita mestiças deveria começar por si, porque somos mestiços dês do impérios romanos e dês dos impérios arianos que se misturaram até com as raças hindus, então, não vamos confundir as coisas. Na verdade, pesquisas dizem que viemos de uma Eva negra, que decepcionante para esses nazistas e que nada sabem sobre Hitler – que alguns dizem ser judeu pelo lado paterno – e também esses esquerdistas que nem sabem quem foi Che Guevara.

Pensamos antes de dizer os falar, senão, será egolido por ideologias errôneas que nada trarão a nós.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | junho 25, 2013

Os fascistas da mídia e seus seguidores partidários

um desenho mostrando um boneco hipnotizado pela tv

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Tem questões que não foi resolvida dentro da cabeça de alguns partidários que não entenderam que os partidos não supriram as necessidades populares, isso se deixa bem claro nos textos do Reinaldo de Azevedo e de alguns de esquerda como os vídeos que a Marilena Chaui chama de alienação. Para essa turma, não adianta ficar explicando que não vão ouvir e ainda vão te chamar, ou de “coxinha”, ou de fascista por você ser apartidário. Na cabeça deles, e de alguns esquerdistas e direitistas, para você ter um ideal se tem que ter um partido, tem que ser filiado em algum se não, vira uma pessoa sem ideal nenhum que acaba dando margem ao quase eterno guerra de cabo entre direita e entre esquerda.

Só que há um paradigma nessa questão muito serio, seria que o novo pensamento será de integração mútua e é isso que os partidários e a imprensa não entendem e querem desqualificar o movimento. Até está rolando boatos que existe um plano de se ter um totalitarismo aqui e que essa rejeição dos partidos terá esse fim, mas quem estudou verdadeiramente historia sabe que tanto Hitler, como Mussolini, ou outro ditador qualquer, tinha um partido. Pode ser que a insatisfação popular levou a isso, mas hoje temos a internet e o país esta mudando e os partidários não entendem. Querem ver um exemplo? Olha o que o deputado Jean Wyllys do PSOL-RJ disse:

Acho legítimo não se identificar com partidos, mas, daí, querer expulsá-los de manifestações populares sem centro nem líderes é fascismo! Acho legítimo gritar que não se identifica com nenhum dos partidos disponíveis, mas querer o monopólio do grito é totalitarismo!

Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é “apartidário”: é analfabeto político! Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente! Se você se chama de “apartidário”, mas ataca apenas um dos dois grandes partidos que se opõe, desculpe-me, você tem partido sim!

Manifestação popular ou festa da democracia é aquela em que apartidários, partidos, simpatizantes e imprensa podem se expressar livremente!

Ele chama os apartidários de ignorantes políticos por não deixar os partidos terem voz e vez dentro do movimento, mas nesse momento esse movimento democrático e homogêneo, não deseja fazer a festa democrática com partido. Na verdade, essa fala do deputado é um tapa na cara do Reinaldo Azevedo para mostrar para ele que não tem nada de comuna-fascista, porque o mesmo “pau que bate em Chico, bate em Francisco também”. O problema que eles sabem que para o povo, esses jovens escolarizados sim, não há políticos bons ou políticos maus, há políticos pagos pelos impostos que devem cumprir seu papel, ponto. Pouco importa ideais filosóficos, mas ideais práticos.

Ora, para a esquerda ortodoxa – vou tentar desenhar no Word, mas odeio desenhar gráficos assim, vai com palavras mesmo – tem que ter um líder para esclarecer o movimento e um líder para empurrar a massa. Por que não é democrático temos necessariamente seguir algum partido, sendo de direto constitucional (art: 5º) liberdade de expressão e de dar opinião que queira? Ora, o principio da democracia é ter o direito de opinar, mas o que estamos vendo é uma onda de manipulação dos meios que manipulam e nada fazem para um debate saudável, ficamos reféns mais uma vez, de partidos que nada fazem para o Brasil.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | junho 24, 2013

Fé e duvida, conservadorismo filosófico?

 

uma foto com o Pondé dizendo escrito a frase que comento o texto

uma foto com o Pondé dizendo escrito a frase que comento o texto

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Li por esses dias uma frase do filosofo Luis Felipe Pondé que dizia: “Não sou cristão, não tenho fé e não tenho dividas” e achei muito interessante essa frase porque remete no acreditar das pessoas e a fé que ele deposita nas religiões. Para o filosofo, isso está muito claro na frase, a fé é um estado de duvida se tenhamos ou não de acreditar em determinada crença ou determinada ideologia. Como diria os doutores medievais, não me lembro de qual especificamente, mas diz “acredito porque é absurdo”     . Quando estudava publicidade na universidade, um professor sempre dizia que o ser humano não percebe o obvio, o obvio é muito mais oculto para o ser humano. Na frase está mais ou menos expresso a essência, se não tem duvida de existências e ideologias, não precisamos acreditar cegamente.

Lógico que o ateísmo do Pondé é um ateísmo provocador, ele contesta essa coisa da política certinha que o brasileiro tanto gosta, se tiver “putaria” tem que ter com ordem e respeito no programa do Gugu ou o programa do Faustão – tem outros programas desse nível, como os realities shows e do Rodrigo Faro entre outros – que fazem a festa da “garotada”. Esse politicamente correto vem de partidos e pensadores que deveriam não ser conservadores e o são, porque querem e pensam estarem defendendo os menos desfavorecidos, mas não estão. Por que será que não? Porque as pessoas não ganhariam nada com isso ou, não ganhariam prestigio, ou fica de repente com aquele ar de “socialyte” que não tem o que fazer e fica dando sopa para mendigo como se mendigo fosse banguela. Mas é porque mais barato colocar vegetais e arroz e cozinhar.

A nova imagem do “politicamente correto” tupiniquim tem um ar ao mesmo tempo hipócrita, irônico e com algumas “pitadas” de sacarmos desenfreado como se fazemos um bem enorme defender o que não se quer defender na verdade. Alguém já viu um deficiente cadeirante não ser literalmente atropelado num Shopping Center? Você já viu um carro não parar em vaga proibida ou de deficientes? Você já viu algum jovem levantar para dar o assento para um velhinho ou uma mulher grávida? São essas coisas que fazem a diferença e talvez as pessoas levem muito a serio a consciência social não é e não deve ser feitas com duvidas, você tem que ter um ar de certeza debochando da vida como se aquilo fosse pequeno. A minoridade kantiana começa na duvida e não na certeza, porque a certeza é esclarecedora e não precisamos de tutores morais. Estamos vivendo esse lema kantiano de arrancar de nosso conceito moral esse tutor que nos diz o que fazer.

Esse “não tenho duvida” é algo nietzschiano com a morte de Deus que nós matamos, a própria humanidade o matou para ter certeza, porque quem tem fé está na duvida, quem precisa afirmar toda hora sua religiosidade e sua ideologia não tem certeza. A aposta de Pascal é muito mais racional e pode ter um âmbito de certeza, de afirmar que sim eu tenho certeza que existe. Está além de ser humano, superar a humanidade e seu conceito escravagista, fará do novo ser um além-homem, um homem que acredita em tudo que é superior e vence esse tutor ideológico. Para tirar essa incerteza temos que nos olhar, ficarmos o que pensamos e ter essa certeza do que pensamos. Quando você vai a igrejas, você não tem certeza, você tem duvida.

Dai entra a manipulação que toda mídia e o poder usam, eles usam a duvida quanto ao foco da discussão, as religiões usam a duvida para alienar e adestrar moralmente o ser humano. Porque a certeza faz o ser humano seguro de si mesmo, ele não vai ser manipulado e não vai ser explorado, massacrado com tanta mentira. Ai entra o “deus que dança” porque as pessoas que são felizes caem no abismo dançando, caem no mundo real dizendo um “foda-se” para a vida e fazem o que elas dizem ser certo. De repente estamos nesse abismo e temos que se jogar nele dançando, encarar a vida, encarar o meio para chegar a um fim. Esse fim chegara onde mesmo?

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | junho 23, 2013

Movimento comuna-fascista, onde?

Um rapaz vendo uma janela com varias janelas cibernéticas que mostram varias culturas e um mundo novo abrindo

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Eu queria entender o que seria um movimento comuna-fascista, porque são coisas completamente, distintas. Se você dizer isso num grupo comunista, você será linchado, se você dizer num grupo fascista apanhara muito mais. Essas bobagens sempre vêm de pessoas que não sabem os termos que usam ou são mal intencionados, mas resumindo tudo, são como água e vinagre.

Primeiro veio o comunismo com o filosofo Karl Marx (1818-1883) que fundou o socialismo cientifico que com as “internacionais”, ficaram mais ou menos, comunismo. O comunismo é algo muito mais complexo e pouco governamental, porque na verdade, a sociedade que dirige uma comunidade em comunas (cooperativa?). Aqui no Brasil as pessoas nem sabem o que acreditam, infelizmente tenho que concordar com um texto que circulava nas redes sociais, são na verdade “Maria-vai-com-as-outras” porque não leem nada e só dizem bobagens sem tamanho. O que se teve na URSS é um stalinismo como na China se tem o maoteismo, em nenhum governo se chegou a um governo comunista. Parece-me que o fim da teoria de Marx é a estante onde todos os filósofos estão, porque não se faz governos com teorias e sim, coisas praticas.

O fascismo foi criado da Itália pelo ditador Benito Mussolini (1883-1945) onde era primeiro ministro e teve todos os poderes da nação italiana. Não há muito que escrever do fascismo do que foi uma ideia de ter um governo com uma face só (fascismo vem de fascio que é face em italiano) porque era um partido de extrema-direita que pregava tudo que fosse tradicional, tudo que trouxesse a ordem e os princípios tradicionais. Como temos aqui o Bolsonaro que defende esse tipo de família tradicional e uma cultura tradicional. Então se fez uma ligação um pouco irresponsável e que terá talvez, consequências muito graves.

Na rede social Fecebook, esta circulando que o Movimento Passe Livre na verdade é um movimento comuna-fascista por ter expulsado militantes dos partidos na manifestação. Só que, não houve expulsão, houve um pedido formal que eles abaixassem as bandeiras, porque poderiam dizer que eles estavam na verdade ligados com algum partido político. Na verdade, os militantes da esquerda não entenderam, ou não querem entender, que não se precisa de nenhum líder para estar consciente daquilo que queremos. Sempre se quis um “pai” e não um presidente, uma pessoa que resolvesse todos os problemas da nação e quando esse “pai” não se adéqua a isso, um líder vai lá e lidera uma revolta. O que está havendo é uma consciência cibernética que vem da internet, vêm das redes sociais e isso dês do falecido Orkut. Nas comunidades orkutianas, surgiram questões muito interessantes sobre fatos políticos do cotidiano que revoltavam, mas essa geração cresceu muito mais no Facebook, se compartilhou muito mais.

Não ter partido ou ser apartidário, não é sinônimo de ser fascista e ser social e lutar por um Brasil justo nas ruas não são comunista, isso é uma questão de amadurecimento político que talvez esteja acontecendo. De repente eu me vejo em meio de completos “xaropes” dizendo para acabar com partidos políticos, acabar com isso e até tirar a presidenta do poder. A única coisa que a Dilma fez, a meu ver, que esteja errado é ela correr pro Lula quando o circo pega fogo. Na verdade, quem pagou e deu dinheiro para construir a COPA foi o então presidente Lula, porque a Dilma não fez nada na verdade. E outra coisa, não tem só o poder da presidente, temos o congresso e o senado, não podemos jogar só a culpa na presidência, no governador e no prefeito, tem outros poderes.

Na verdade a esquerda não entende – existe esquerda e direita como todo governo, mas a esquerda daqui ainda acredita num ideal socialista que não passa de utopia como o liberalismo da direita e até as loucuras de uma turminha da extrema-direita – que não ter um líder, um chefe de Estado  é sinônimo de alienação. Aliás, convenhamos que uma COPA seja muito mais alienação do que uma manifestação para prevalecer um justo contraponto entre nossos direitos e os deveres dos políticos. A filosofa Marilena Chaui não entendeu ainda que os valores da juventude cibernética são outros, são dos ideais muito acima que o seu partido não pode nos dá, não é uma massa, internet não é televisão, é muito mais. Ora, qual interação mais orquestrada do que os anonymous para parar o SOPA? Isso é alienação? Se for então, vou rasgar meus livros de filosofia e apagar meus arquivos com e-books, porque eles estão errados, a esquerda brasileira está certa, a direita até inventou o liberalismo coronelista.

 Na verdade os partidos estão com medo dos apartidários, dos jovens que não tem partido, porque quando temos militantes estamos certos que aqueles vão votar no candidato X. se não houver partido definido, não haverá números certos para tal candidato, eles vão ter que conquistar esses votos. A medida que o ser humano evolui, seu conceito evolui com ele e as ideologias ficam obsoletas, ficam homogêneas. Como disse Eddie Veder do Pearl Jam “isso é evolução baby!”, ou seja, sempre quando o ser humano tende a adaptar seu ambiente no cunho social, há revoluções sociais, mudanças profundas nos seus valores. Isso se faz medindo nossos governantes e quando esses não se adéquam, há reviravolta e é saudável para a evolução humana. Foi lá fora nos anos sessenta e aqui esta sendo agora  e vai se estender, como tudo indica, para a America latina toda, e assim, evoluímos. Pelo andar da carruagem, o coronelismo vai ruir, como essa guerrilha dos da esquerda e os da direita, porque não vai conquistar ninguém e não vai ter golpe, o mundo hoje tem internet, que por vários motivos, acabou até com a hegemonia dos EUA. Hoje o mundo é sim globalizado, as empresas querem deixar o Facebook para o Facebook acabar, mas eles não sabem, que lá fora outros estão a espreita, outras empresas investem e quem irá acabar com nosso próprio boicote, são elas.

Bem vindo ao novo mundo!

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | junho 22, 2013

Guy Fawkess e as ideologias V de Venetta

uma pintura de Guy fawkes que deu origem as mascaras que os anonymous usam

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

Guy Fawkess é um personagem inglês que morreu enforcado em 1606 por conspirar contra a corrupção do rei James I que era um antro de corrupção. A historia dele eu vou linkar ( clique aqui) que é muito longa e não faz parte desses post porque acho interessante essa historia e o que ele representou. O que ele representa? Um momento que as pessoas não aguentaram ver tanta corrupção e tanta coisa errada, porque o parlamento apoiava essa corrupção nesse tempo. Mas houve um momento que Guy Fawkess é feito como traidor e o rei James I, como sempre acontece, ficou como herói e o povo malha um boneco do tal personagem.

Nós vimos isso renascer com o HQ do V de Venetta (vingança em italiano) e é um governo inglês fictício que é completamente, totalitário onde o chanceler tem todos os poderes possíveis. Aparece um anarquista que revive a “Revolta da Polvora” de Fawkess e faz a vingança perfeita em desafiar o governo fazendo o que ele mais teme, dando as massas a informação que eles não tem. Lógico que esse cenário é uma perfeita replica do momento que Gui Fawkess é condenado por trair o rei, a única diferença, que o V é vitorioso com sua vingança e consegue se vingar no dia 5 de novembro. Uma ideia perfeita para sujeitos informatizados e hackes, criarem os “anonymous” (anônimos) para atacar o parlamento norte-americano que criariam o SOPA que regulamentavam prender toda pessoa que baixasse algum filme ou alguma musica de graça na internet. Graças a eles, você ouve seu MP3 sem ficar preso por isso.

Todos devem estar me perguntando, o que tem a ver uma coisa com que esta acontecendo com o povo hoje no Brasil? Primeiro temos que prestar bastante atenção com que cenário o Gui Fawkess fez o que fez, porque os anonymous usam as mascaras de Fawkess e porque todos se identificam com esse personagem. Nessa época havia corrupção e se detinha o poder absoluto, vale lembrar que Foucault diz que o poder se faz presente graças ao discurso que ele se representa, é só enxergar o discurso de pessoas do governo para saber. Ser de direita é esquerda só é determinado quando nosso discurso se dá entre deixar como está – num discurso de reacionário conservador – e um discurso de esquerda que e um discurso defendendo mudanças como vimos a defesa das minorias.  Quando entendemos isso, vamos criando uma ligação entre as duas historia e podemos similar as situações.

O Brasil passa por anos de aprendizado democrático, porque convenhamos, o nosso país não teve uma verdadeira republica de fato. Foram poucos momentos de voto e escolhas a caminho seguir  que tivemos, alias, mesmo sendo anarquista e não monarquista, devemos admitir que no tempo do império de Don Pedro II, a escolaridade desse país era bom e o nível de cultura era de nível bom. Claro que tinha suas “deficiências” e “ineficácia”, mas eram anos de construções boas para o alto nível do país. Por ser uma nação colonizada por portugueses, herdamos o conservadorismo religioso católico – hoje se dá mais o cristianismo neopentegostal que se encontram as alas conservadoras que são representadas por movimentos de pastores – então se damos como uma nação conservadora. Particularmente, um conservadorismo meio hipócrita e sem nexo, porque na Itália, se tem até prostituta como deputada e o país não deixou de ser católico.  Aqui evangélico se convertem para jogar aos “demônios” o que acham que fizeram de errado na juventude, como no caso hoje, vimos que o homossexualismo está muito mais na pauta deles do que a pregação da palavra de Jesus.

Escrevi tudo isso para explicar que um anarquista não apoia poder nenhum, mas é contra a violência, é contra qualquer tipo de ideologia que se prenda. Assim, recebo muitas criticas quando mostro minha bandeira do movimento que criei a Irmandade da Pessoa com Deficiência por conter símbolos imperiais no passado como a águia romana e o guerreiro espartano, uma de hostilização do povos conquistados e outras pela morte dos “deformados” que os espartanos pregavam. Um símbolo pode ser levado para o mal e ser convertido para o bem como uma mudança de polaridade desses símbolos. Como gosto do zen, gosto de pensar que o crescimento é no dia a dia e que nada pode atrapalhar, e tudo é uma força só, apenas importa o que vai impulsionar. Então, não adianta muito ficarem criticando uma coisa que fico colocando em pauta como o sumo bem da inclusão, sem símbolos, o ser humano não assimila.

Mesmo sendo anarquista tenho que ser realista, o ser humano ainda deve ser comandado e daí se identifica com os símbolos e ideologias. Fica mais ou menos como Sartre disse em uma das suas inúmeras peças teatrais, somos meio culpados e meio inocentes, porque ainda sim, tudo depende de nossas escolhas. Quando temos ideais não precisamos em acreditar ideologicamente no outro, temos que acreditar em si, liberdade também é não acreditar em partido político e fazer deles maquinas a ajudar. Como? Se não temos uma só ideologia, podemos ver todas. Vários pensadores eram apartidários e acreditavam no crescimento político do cidadão sem defender um partido, mas votar em um cidadão. O medo que isso acabe é muito claro, a incerteza do “agradar” que o candidato deve conquistar e não militantes que ele conseguiu em um partido.  Não é acabar com partidos, é olhar de cima das ideologias.

Talvez essa a mensagem do filme V de Vingança quando a mocinha pergunta quem é o mascarado e ele responde “é muito paradoxal você perguntar a um mascarado quem é ele, um anônimo sem rosto”. Essa resposta responde muita coisa. O simbolismo dessa frase e desse filme poderia responder muita coisa sobre o apartidarismo, a base de cidadania verdadeira e única que se pode ter é o apartidarismo. Isso fará que os políticos repensem todas as suas atitudes e todas suas especulações sobre o outro e é uma coisa acima ideologicamente. Nietzsche diria que é a única maneira do homem sair da sua amarra consensual e sair do mundo feito pela Caverna, sombras encobrindo a realidade.

Publicado por: Amauri Nolasco Sanches Junior e Marley Cristina Felix Rodrigues | maio 22, 2013

Lobão Nietzsche na terra do Pastor Rousseau

Uma foto do Lobão com uma camiseta preta com a frase “Peidei, mas não fui eu”

Por Amauri Nolasco Sanches Junior

“peidei, mas não fui eu”

Lobão

 

 

Li uma reportagem em um blog que dizia que se o rock fosse um sacerdócio o Lobão seria o padre Beto. Há certa sarcastidade nele que sempre gostei não gosto muito de rockeiros certinhos com causas sociais – não que eles não possam criticar alguma coisa da política – mas não dar uma de “rebelde romântico” da mesma estirpe do Paul McCartney. Lobão é um rockeiro que não se deixa levar com certas “medias” que tem que fazer para agradar a mídia e o senso comum, solta sua opinião sem se importar com que as outras pessoas vão dizer. Para ser rockeiro não se pode ser “certinho” e sempre dizer sua opinião sem se preocupar com que pensam ou acham. Lobão declaradamente, diz ser discípulo de Nietzsche e isso faz dele um destruidor de ídolos.

Ídolos são figuras idealizadas como “santas” que ficamos idolatrando como se fosse figuras místicas e sagradas, então são tidas como heróis ou figuras que o ser humano se espelha. Nietzsche diz em seu pensamento, que o ultimo cristão morreu na cruz, porque ninguém mais segue o cristianismo como se deveria seguir. Quebrou a sagrada escritura e seus ídolos posteriores e fez do seu pensamento, cortou os vínculos, morreu louco porque a sociedade não perdoou seu ultraje de ousar acabar com o conforto moral de seus ídolos. Lobão sabe que a sociedade não gosta de pensar, prefere um Funk Carioca como cultura do que um rock contestador, viril em sua virtude pecaminosa de dizer que nada é importante além da sua própria vontade. Lobão é a encarnação da filosofia nietzscheniana como forma de contracultura – não me venham os moralistas como o Sakamoto, dizer que a culpa disso tudo é os malzinhos paulistas que ficam dizendo horrores do pobre carnaval nordestino, ou que ficam rejeitando a cultura do subúrbio carioca funkeiro, a Marilena Chaui odeia a classe media e nem sabem o porque – não quer saber se acham sua opinião bonitinha ou que vão odiar, ele dá e acabou. Poucas celebridades fazem isso e “dane-se” o senso comum que apoiam corruptos e rejeitam a verdade.

Quando deu uma entrevista na Record News disse que nas micaretas o beijo era comum, porque de certo, nem uma “puta” beija na boca. Nada tenho contra micaretas, cada um contrai doenças venéreas como quiser, mas ele fez uma comparação muito bem plausível como o beijo é sagrado. Contracultura não é profanar objetos sagrados e destruir instituições, é mostrar o exagero sempre respeitando o outro e nada tem a ver com conservador ou revolucionário, mas com a cidadania do povo. Esse é meu entendimento e entendo perfeitamente que temos que quebrar essa cultura da unanimidade porque Nelson Rodrigues já dizia que toda unanimidade é burra. Se o sujeito que “galinhar” por ai, dane-se, porque ele vai se prejudicar e é consequência da escolha dele. Se a pessoa quer constituir família, dane-se, porque é uma escolha dela. O problema que querem subverter até a contracultura como algo na dimensão do seu conceito moral e coloca seu maniqueísmo histórico como base só para ter o que criticar, colocando pessoas como o Lobão como de direita e outros que concordam com o governo e senso comum, de esquerda. É curiosa essa visão política que ainda falta elementos importantes. Por que faltam? Para começar, quando há uma verdade política dentro de um Estado de direito, se tem elementos que constituem uma ditadura e essa verdade se torna dominante. Um sujeito que enxerga que tal verdade é a realidade, seu fanatismo se transforma em algo religioso e quando ele se transforma em algo religioso, aquela ideologia se torna sagrada. O comunismo é mais ou menos, um platonismo de Marx e uma ditadura real do proletariado. Eles não querem que outro meio de pensar e de chegar a uma solução apareça, o bom senso desaparece e no seu lugar se encontra uma verdade sagrada. Lobão é da elite, seu pai estava envolvido com os meios dos militares ou da burguesia – como se a burguesia não tivesse lutado contra a ditadura e seus meios dominantes – como se não tivesse o direito de dar a sua opinião sobre o regime militar. Não deu razão aos militares, mas apenas disse que nenhum general que foi presidente ficou rico e tinha vários bens. Não disse que não torturaram ou mataram.

Há uma imensa diferença entre dar razão e desmistificar uma verdade, quebrar uma unanimidade burra, esse é o verdadeiro papel do rock. Não ser certinho como o Herbert Viana –  que apoiava o PT no passado e agora se cala e se esconde atrás de sua deficiência como se fosse santinho – mas ser contestador como Raulzito, como Cazuza (era burguês mas cantou que a burguesia fede), Renato Russo (era da classe media e que ajudou ao jovens da época pensarem) e muitos outros que não eram tão certinhos. As verdades dogmáticas devem ser quebradas dentro do rock e dentro do ser humano inteligente que pode ser contestador e criticar de forma inteligente, não de forma que o rock é formado hoje dentro do país como forma sentimental e pouco objetiva. Lobão é um niilista político, socialmente acredita que não há meios de se chegar numa verdade, o único meio é o ser humano parar com ideias medíocres e hipócritas. Como Nietzsche mesmo disse, não há fatos eternos e verdades absolutas. Não há salvação se não pularmos no abismo dançando. Como precisamos desse pensamento anti- dogmático  dentro da cultura, dentro da ideia de qualquer “ismo” que possa marcar um rompimento as formas tradicionais dentro do ser humano e o dogma de algo. Temos que ser ou direitista ou esquerdista, 8 a 80.

Enquanto pagarmos milhões para artistas que nada contribuem para uma mensagem boa e cultural, colocamos artistas que nada acrescentam e ainda incentivam uma mensagem que nada vai construir dentro do espaço dinâmico social.  Enquanto colocarmos um Racionais MC como heróis e um Lobão como vilão, vamos sempre ficar dependentes de uma visão social do inverso que deve ser fazer a cultura da “vitimização”. Mano Brow matou uma família, Lobão matou os ídolos, matou o conforto mental que as pessoas têm segundo suas próprias crenças. Crenças que temos que pegar no colo quem se faz de vitima, que não quer crescer e não quer aprender, não quer pensar. Rousseau dizia que a exploração e propriedade privada deixou o ser humano violento. Nietzsche disse que as nossas crenças fazem o ser humano ser hipócrita para ser aceito pela sociedade, nossos ídolos são as “muletas” para seguimos em frente, mas para seguirmos em frente devemos ser mais ou menos, superar os conceitos humanos. No Anticristo diz que os seus leitores deveriam desprezar os seres humanos dos seus conceitos sociais, dos seus dizeres hipócritas, dos conceitos que fazem a “vitimização”. O cristianismo vitiminiza o ser humano como se ele seja eternamente em uma dependência de algo, de um governo ou em uma religião. Talvez nossos conceitos não fazem perceber nosso crescimento, nossa superação, a superação é enxergar acima desses conceitos de vitima.

Lobão também foi censurado, também teve preso, também foi prejudicado e até dedicou musica para carceragem da 11, mas disse a verdade, disse que nenhum general militar ficou rico sendo presidente. Sabe como isso se chama? Amadurecimento. Não se domina pela cultura que se deve está “magoadinho” porque foi preso e censurado, que se diga de passagem, não foi no regime militar, mas no regime democrático do governo Sarney que não tem diferença alguma. O agora senador Sarney, adora fazer media com que está no poder, adora estar no poder. Lobão sabe que a sociedade não gosta de pensar e nem de lembrar, não gosta de batalhar o próprio pão e tem que ter um pai eterno, um tutor e quem precisam de tutores são crianças, atitudes infantis. A sociedade com seu fanatismo esquerdista se tornou uma espécie de psicopatas, algo em torno de uma promessa que é utópica e que não resolvera o problema, a incapacidade do desejo insólito de uma igualdade que não se encontra nem na natureza, nem no estranho mundo onde o petismo se fez e que alimenta sonhos e promessas.

 O Lobão não é um direitista, mas faz o que o mestre Nietzsche diz que está acima do que é humano, do que é limitado, do que não ajudara com suas promessas. Humano sempre será demasiado humano.

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