
Descrição da imagem: Figura vermelha com uma frase “Duas crianças separadas pela decisão da sua própria mãe”, no lado esquerdo um bebê vivo e no lado direito um bebê morto.
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Todos me perguntam sobre minha posição sobre o aborto e sobre eugenia (seleção genética de seres humanos perfeitos). É um tema que poderia escrever um livro, porém, não vou escrever um livro, vou mostrar situações. Pois, por um lado sou contra pela vaidade feminina e a falta de responsabilidade que isso fará, por outro lado, fico vendo as crianças abandonadas, torturadas, deficientes que são deixados de lado e outras coisas, que fazem nós pensarmos se seria melhor privar essas pessoas desses sofrimentos.
Não sou contra por uma posição religiosa, mas minha posição é baseada no sistema ético humano. Porque o ser humano, ainda do século vinte e um, é levado por “tutores” de todos os gostos possiveis. Precisa padres e pastores para levar o rebanho onde precisa ser levado e isso é preocupante, porque a pessoa não é contra ou a favor por causa do que realmente ela pensa, ela é contra, porque eles disseram que é errado. Nunca na história humana Kant (1724-1804) está tão evidencia e as pessoas mais esclarecidas, tenham esquecido de suas mais que certas, palavras em inúmeros textos e livros. Me vem a cabeça uma máxima kantiana que diz assim, que devemos agir de tal modo que que o motivo dessa ação seja uma lei universal, e talvez, essa máxima nos fazem pensar em muitas coisas.
Todo mundo é contra o aborto por motivos religiosos, talvez nem saibam o que se trata desse motivo, mas as pessoas seguem por causa que um bom cristão toma o caminho do pastor que está lhe conduzindo. Mas fica uma guerra teologica politica, porque derrepente, as religiões ficam brigando entre si por causa de coisas que talvez nem saíbam. Fica parecendo a velha história da primeira guerra mundial, que em determinado momento, o “pessoal” nem sabia porque a guerra tinha começado; chegou uma hora que os generais e os comandantes não tinham ideia o porque daquilo tudo. Daí fico vendo o Pastor Sillas Malafaia (Assembléia de Deus) e o Pastor Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), brigando por uma coisa inutil, não se sabe o motivo de interesses por trás disso tudo, ou se sabe, mas ninguém ainda expllicou porque um lado é a favor e o outro contra.
Pensamos nos “tutores” que impuseram como tal, do nosso país, e pensamos como tudo é uma grande farsa moralista. Tanto um tem milhões e uma televisão, graças a sua igreja, quanto o outro tem aneis e relógios folheado a ouro e um avião que nem o presidente tem. Antes de cobrarmos o outro de ser ético, temos que ver se estamos dentro desse sistema ético do “outro”, pois o momento é de reflexão talvez, o aborto ultrapassa a ética e vai ao encontro de algo muito mais pofundo. O direito da pessoa de nascer, porque se foi fecundada, é porque tem o direito de nascer; por outro lado, de repente, podemos ver que muitas pessoas que nascem com alguma deficiência ou que são abandonadas, exploradas e até, violentadas, se é justo elas passarem do preconceito a violência. Por sinal, o preconceito é uma violência, pois a humanidade cria um padrão de beleza e de ser e se deve aceitar esse padrão. Por que devo então acreditar, que essa mesma humanidade lute desesperadamente, para o meu direito de nascer prevaleça, se o meu direito de viver e o meu direito de liberdade não é respeitado? Então, na verdade, estamos vendo uma “eugênia” velada onde temos o direito de nascer, mas somos marginalizados por não caber dentro dos padrões que a humanidade estabelece.
Talvez essa lei que tira a discriminação do aborto, seja na verdade, uma tentativa de fazer veladamente, o que Hitler e seus nazistas não puderam fazer. Talvez, essas mesmas religiões que são contra o aborto, sejam mais uma maneira de discriminar e criar o conceito de perfeição que figem, não mostrando o que o ser humano realmente é, um ser espiritual que está sempre em evolução. De repente, até, muitos ateus podem indagar assim: “Olha, espiritos não existem porque somos seres do acaso”, mas para o acaso acontecer, tudo vem do nada. Nem na matematica, nenhum numero vem do zero, o Big-Bang para existir, teve que ter um “estopim” energético. Mesmo assim fica a pergunta: onde poderiamos ter evoluido e existido, se não foi encontrado nenhum motivo aparente, para temos evoluido? Se não temos a liberdade de escolhermos, não teremos construido uma lei moral, porque “ela” é feita de nossas próprias escolhas. Lembro agora do filme “Orca- A baleia assassina” que o pescador de baleia, pega uma baleia gravida e mata o feto, fazendo a baleia ter um aborto. Mas anos atrás, um bêbado tinha matado sua esposa gravida e passou a vida inteira, com raiva desse bêbado por ter feito isso, mas com a baleia fez igual, que fez a Orca macho, se vingar dele como fez ele. Será que tudo que fazemos não nos volta para ensinar que não somos diferentes?
Não somos diferentes de Hitler, não somos diferentes de Osama Bin Laden, não somos diferentes de nenhum ser humano que vive ou viveu na face da Terra. Porque a mesma molécula que é feita uma arvore, é a mesma molécula que é feito um ser humano. Como vimos no filme, o mesmo direito que a esposa do pescador tinha de viver, a baleia Orca também tinha. O primeiro direito natural de todo o universo, é o direito de podemos viver, o direito de exercermos nossa própria liberdade. Viver é exercer a liberdade, o resto é só produto de nossa mediocre cultura, fruto de um mundo metido a “inteligentinho”. Daí tenho que mostrar minha teoria da Ditadura do Contente, onde você tem que receber qualquer esmola de politicos e afins e aceitar “bonitinho”.
Talvez ficamos com um probleminha, o Contente não é feliz, ele tem uma alegria momentânea, mas não é feliz. Talvez a própria palavra “felicidade” deve-se ser dita como os judeus dizem D’us, porque este estado é muito refinado para qualquer ser humano. De repente, temos que suspeitar de fotos (parecidas com propaganda de pasta de dente), que ficam por ai nos Orkuts da vida, ou até mesmo, nos Facebooks e twitteres, sem preconceitos. Por que? Não há nada aterrador do que sorrisos lindos e frases horriveis, ou enchendo a cara todo santo final de semana, como a vida vai ficar menos importante se o ser humano no caso, pegar um livro ou até mesmo, assistir um bom filme e ficar consigo mesmo. Essa mesma sociedade quer escolher em ficar com o filho ou não? Se o país deve ou não ter o aborto? Desculpem os hipócritas, mas nem ao menos escolher seus governantes estão preparados. Essa forma infantil de achar sempre refulgios hipotéticos para tentar encontrar uma felicidade de plástico, me faz querer fazer uma campanha de suicidio coletivo. Não está bom, se mata!
Tudo bem, não sou tão maldoso, também quero entrar no Paraíso (seja lá o que for), então senta lá e leia o que vou escrever. Essa “baladinha” nada tem a ver com felicidade, isso nada mais é do que um capitalismo imundo que você é contra e eu sei, que você vai na “onda” porque o Zé Fodão diz que é legal. Esse mesmo Zé Fodão diz para você que o cigarro é gostoso, que encher a cara de cerveja te faz um cara legal, que comprar revistas poucos contrutivas te fazem popular e por ai vai. O mais “bestial” é deficientes quererem ser isso, numa sociedade que não aceita ele e que o próprio deficiente não concorda. Será que esses mesmos que querem ser conscientes de seus atos, querem ter conciência deles? Seguir o Zé Fodão não é o problema, porque por algum motivo psicológico, ele quer mesmo te dominar. O maior problema é a maioria seguir sujeitos como ele, sem o menor senso critico. A mediocridade humana de não está seguro de si e dar ao outro o que deveria ele seguir.
Mas continue nessa cadeira, ou sei lá o que, e leia o que vou dizer. Aborto não é igual prisão de ventre, não é fezes que está em seu ultero, é uma vida e se for retirada, será privada de viver. Não é ser da moda que nos faz seres humano, mais ou menos, normais dentro das normas humanas: é saber que somos seres racionais e como seres racionais, tomanos nossas próprias decisões. Ou vão me convencer que uma mocinha de seus dezesseis aninhos ou menos, comete o aborto por que quer? Podem até botar culpa na moral religiosa, mas se fazemos algo, temos no mesmo modo, saber encarar o fato e “bancar” esse fato. Fez sexo, assume que fez e seja digno de coragem, porque daí as pressões são menores. No caso de estupro ou de perigo para mãe, devemos optar pelo aborto, porque um fruto de uma violencia, não será amado de jeito algum.
Não me venham os religiosos dizerem que a criança tem direito a vida, pois tantas crianças por ai sem comer, sem se vestir, sem casa e sem amor, que muitas vezes, são exploradas e nascem para os pais terem uma renda a mais. Isso poderia, muito bem, ser chamado de provação ou “carma”, mas para mim, não existe. Mas por outro lado, muitos destes pais, tem a chace de progredir e estudar e não querem, porque é mais comodo se fazer de “coitado” e receber beneficios e não evoluir. Simples! E tudo isso é para se pensar, porque se uma sociedade opta para o sujeito viver, ele tem o direito de viver e o que está acontecendo é um aborto social. Nós deficientes fisicos, somos explorados, alguns, sofrem tortura psicológica e até, a própria fmilia não tem condições psicológicas para cuidar dessas pessoas.
Pode ser que perca alguns amigos por causa desse artigo, mas aumentarei meu antidepressivo, acordarei melhor nesses dias.
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