Publicado por: eu23 | Novembro 14, 2009

MURO DE BERLIM OU RODOANEL?

Não sei se é ironia do destino, mas no mês da queda do muro de Berlim cai o nosso Rodoanel. A desgraça não é pouca já que na terça, dia 10 de novembro (um dia após o aniversario da queda do muro), houve mais um apagão no Brasil afetando vários Estados. De quem é a culpa desses grandes momentos de nossa história? Lógico que é nossa, nós cidadãos brasileiros ainda não sabemos que temos força para derrubar “muros”, como fez o povo alemão.

Não vejo o que comemorar diante desses eventos, a queda do muro de Berlim marcou o fim da Guerra Fria (pelo menos aparentemente), mas nada afetou as crianças esfomeadas das savanas da África, nada afetou nas inúmeras guerras e terrorismo dos árabes, ou pelo menos, não do jeito que deveria terminar essas guerras. Vejo que após a queda, que mais me faz admirar mais a Alemanha, virou uma nação forte e democrática onde esta a frente da União Européia; mas dizer que o mundo está mais liberto, por mais que eu acredito  nas soluções humanas, estamos sim em uma grande mentira enfadonha  que ainda os yanques querem que acreditamos.

Ser liberto não é fazer o que nos der na telha, ser liberto é não se preocupar com que as pessoas pensam, ser liberto é sermos sempre critico o que nos acontece ao nosso redor. Não é vendo o sorriso do Barack Obama que estamos seguros e o Estados Unidos da America é a “pombinha” da paz do mundo, muito pelo ao contrario, eles nos prendem com a idéia do capitalismo selvagem que tem que prevalecer a qualquer custo. A queda do Word Trade Center é uma questão muito mais profunda do que mero desejo do Islã acabar com a sociedade judaica- cristã, tem a ver com o domínio e a imposição que eles não estão dispostos a aceitar, por haver ditaduras e reinos por mais de cinco mil anos. As democracias não podem ser impostas e sim, levadas como um beneficio e mostrar esse beneficio, muito embora ache que o problema está na mistura que fizemos com a democracia e aristocracia. Mas esse artigo não é para explicar isso, pois não sou uma Marilena Chauí, que trás um monte de justificativas para a ditadura petista e a total incompetência, e sim, analisar os dois lados da moeda.

Esses inúmeros acontecimentos mostram a fragilidade no qual as democracias e as políticas se baseiam, não há políticas fortes e baseadas na justiça social se o povo não reivindica, isso só é feito por sociedades conscientes daquilo que realmente é justo. Não dá para reivindicar liberdade se o próprio povo não sabe que aceitando as “esmolas” estão atrelados no governo, se aceitar o “pão e circo” serão sempre crianças no colo de um “pai”, nunca pensarão ou agirão conforme sua vontade. Na verdade o povo foi sempre levado a acreditar que o governo tem que cuidar do “cidadão” como se cuida de um “filho”, mas o governo tem que assegurar o cumprimento das leis vigentes junto ao judiciário, são eleitos para representar o povo.

Por que o Brasil de repente, pode sediar a copa e as olimpíadas? Será que não tem a ver com a crise mundial que assolou os países que poderiam sediar esses eventos? A única copa que o Brasil sediou foi de 1950 após a segunda guerra mundial, onde os países estavam quebrados e não podiam sediar nada e ai, sobrou para os países sul americanos que nada sofreram (já que os EUA, seu esporte predileto não é futebol). Não estou dizendo, é claro, que isso não trará benefícios ao Brasil a longo ou médio prazo, mas que se querem sediar eventos de tanta importância é um tanto básico (até para quem não estudou ADM), investir da inflaestrutura para dar tanto aos eventos, quanto ao cidadão, estrutura para beneficiar e ganhar mais o país. Como disse no artigo sobre a moça que discriminaram na universidade, o povo não está preocupado com as condutas éticas dos políticos, mas queriam participar das partilhas do dinheiro.

Temos que escolher em derrubar muros (como de Berlim), ou deixar que caíssem rodoaneis ou aconteçam apagões, temos que aprender a olhar o mundo numa visão muito além daquilo que nos é mostrado. Como um teórico da comunicação (sou publicitário), devo dizer que nossos primos jornalistas (tudo comunicólogo), exageram  para dar um ar de importância dentro da noticia. Mas será que é verdade o que nos mostram? Será que a idéia de “bem” e do “mal” é discutível dentro dos inúmeros acontecimentos históricos? Eu sou um socrático ao menos na idéia que não sei nada e sei que estou no mundo para aprender, evoluímos e amadurecemos cada vez mais graças a nossa visão critica e cética de tudo, acreditar quando as inúmeras perguntas forem respondidas. Enquanto não forem, não posso acreditar nelas, enquanto não for vão ser palavras ao vento.

Vamos tomar a pirula vermelha ou a azul?

 

Publicado por: eu23 | Novembro 6, 2009

IDADE MÉDIA É BRASIL

Alunos da UNIBAN

O caso da aluna da UNIBAN em São Bernado me fez refletir como o brasileiro é o protótipo do ser medievo que ainda está no pensamento moralista hipócrita e dentro desse moralismo hipócrita está a neurose tanto religiosa, como o pensamento machista porco. Por que digo porco? Porque todos que condenaram esse moça por usar uma mini-saia, também tem sonhos eróticos com alguma celebridade da televisão e se algum me falar que não, digo que é mentira. Onde, com esse caso, poderemos dizer que estamos numa democracia e que estamos em pleno século 21?

Fico aqui imaginando minha filha (como se eu pudesse ter filho sem ser condenado por minha deficiência física), sendo condenada por uma simples mini-saia que por ventura, quis usar. Se ela é ou não “prostituta”, não cabe a a mim e nem ninguém julgar, mas o ato de universitários que deveriam dar o exemplo de educação e bom exclararecimento de pessoas que receberam estudos superiores, se comportaram como moleques de primário e pessoas que trabalham em obras; aliás, se fosse esse dois casos, seria muito mais civilizado do que esse bando de primatas que pensam ser estudantes universitários. Mais uma vez (isso prova minha tese), que todo ser humano, sem nenhuma exceção, tem todos os preconceitos que Hitler e todos os nazistas o tinham (os neonazistas nem sabem o que falam).

Isso claramente se dá pelo preconceito que somos submetidos dentro da nossa família e pela sociedade que ainda é hipócrita, ou seja, como diria Kant e que concordamos, a virtude se dá dês do berço. Mas ai eu tenho que acrescentar que além da educação que recebemos, também recebemos conceitos tanto políticos- ideológicos, quanto religiosos que trazemos ou não dentro de nós pela vida afora. Conheço muitas moças que usam o mesmo vestuário e não eram ou são repreendidas aonde estudam, porque tanto a escola, quanto a universidade, põem ordem no recinto. Caímos na velha alegação de Nietzsche – filosofo alemão do século dezenove – que nossas vidas sempre terão um eterno retorno tanto na educação, que tanto tentamos fugir dela, quanto nos conceitos que fugimos pela vida afora.

Na educação que o Brasil ainda tem pensamentos levemente ou não (como diria Caetano Veloso), arcaicos e hipócritas, porque não caiu ainda a “ficha” que estamos em outro século, estamos na área digital que já temos a internet; mas não temos o conceito da liberdade, o conceito democrático que tanto os gregos (com seus limites da época), tinham no conceito dentro da palavra democracia. Como poderíamos chamar de um “governo do povo”, se o próprio povo não é democrático? Aliás, podemos dizer que o universo nem sempre é democrático, o que precisa ser feito o próprio universo e suas leis que o regem, fazem. É um momento de ato e o único ato que é deliberativo e valido nesse caso, é o ato dentro das leis que regem esse ato, se tenho o direito a liberdade de escolha, meu ato vai ser valido dentro da lei que o rege. A única lei que vale aqui no Brasil, que ainda é regido pelo pensamento religioso que tanto nossos colonizadores portugueses introduziram em nosso país, então ainda em pleno século 21 temos uma democracia teocrática. Muito pior do que isso, temos um pensamento e conceitos teocráticos não muito diferentes dos estados islâmicos, fazem jus de tantas atrocidades preconceituosas que o Brasil ainda tem. Não somos terroristas de bombas, somos terroristas psicológicos, por ainda sermos presos em conceitos arcaicos que não nos serve mais. Como podemos contar a mentira que somos providos de liberdade se a própria sociedade não contem essa liberdade? Como podemos condenar regimes autoritários se somos autoritários? Não temos o direito de invadir a liberdade do outro, mesmo que esse outro não pense como nós, mesmo que o outro não faça o que achamos certo; mas numa vida regida por mentiras de um sistema onde poucos mandam e muitos obedecem, esses mesmos que obedecem se iludem em uma liberdade mentirosa e safada, uma liberdade que é só deliberativa quando nos interessa, quando nos trás beneficio, assim é a “lei de Gerson”. Como sempre digo, não temos liberdade nenhuma e somos tolerados para sermos mentirosos, somos educados a moralismos que Freud já denunciava como um símbolo da mitologia Édipo Rei.

Todos nós sabemos – aqueles que não são pseudo hebreus – que Édipo é uma peça teatral de Sófocles, umas das poucas que restaram da antiguidade. E todos nós sabemos que ele matou seu pai sem saber e que casou com sua mãe sem saber, que quando soube, vazou seus olhos para nunca mais olhar o seu rosto. Mas o que podemos saber desses jovens que desmoralizaram uma moça por causa do seu vestuário e o que tem a ver com o mito de Édipo e o complexo que derivou dentro desse mito? Para se vê um mito temos que ir muito além daquilo que ele nos mostra e o que a historia-nos trás, que pode muito bem, haver subsídios para entender esse complexo e como ele atrapalha nossa visão de liberdade e respeito para com o outro.
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O mito de Édipo é um mito psicológico, é um mito que mostra a psique humana. A historia começa com a procura de Édipo, quando ele sai da casa de seu pai adotivo, que não sabe ser. Mas o que Édipo procurava que não sabia? Ele procurava algo que seu subconsciente não sabe que é sua origem, de onde podemos encontrar nossa origem espiritual; não sabemos aonde viemos, é uma procura interna dentro de nós, é uma procura de nosso verdadeiro “eu”. Para tal duvida não sabemos em que caminho devo seguir, mas devo seguir com o intuito de procurar o nosso ser, procurar aquilo que mais me agrada e que mais me satisfaz. Édipo teve que ir além daquilo que era seu mundo, seu lugar, para cumprir seu destino que acaba tragicamente; ficou cego porque não agüentou a realidade, não agüentou a sociedade que iria condenar seu ato impuro de matar seu pai (mesmo sem saber), casar com sua mãe (mesmo sem saber e com as leis que o povo mesmo aceitou), que atreveu a fazer tudo que era preciso fazer.

Para entrar na cidade onde nasceu (origem), teve que matar seu pai que não saiu de seu caminho. Qual o arquétipo do pai que podemos colocar nesse rumo da historia? O pai é o conceito que nos impõem diante a sociedade, é a castração de nossos desejos mais íntimos, por isso que o pai é racional e mãe é emocional; na verdade, podemos colocar na seguinte forma, a mulher foi sempre levada a raciocinar e nunca sentir porque isso mete medo nos homens, eles têm medo das mulheres. As próprias mulheres criticam as outras mais resolvidas por medo, por mediocridade de todo o ser, a mediocridade que levou a ter várias guerras e duas mundiais. O homem racionalmente deixou de sentir, de levar seu sentimento ao seu próprio ser para escravizar seu sentir nesse mundo medíocre. Édipo para sair daquele mundo teve que matar o ser racional e continuar seu caminho, a racionalidade lhe botava medo e o medo levava a não fazer o que era preciso, o medo julga aquilo como errado. Édipo mata seu conceito antigo e continua seu caminho, sua própria procura da sua origem, o caminho por muitas vezes foi usado como uma senda espiritual do ser, aquele ser tomou o caminho para o crescimento. Tanto é assim, que os grandes conquistadores perderam seus pais cedo, como no caso de Genghis Khan e Alexandre Magno.

Édipo se depara com a Esfinge e se vê diante do enigma que se resolver pode entrar na cidade (origem), tem que decifrar esse enigma que é apenas o animal que no começo anda em quatro patas, depois anda em duas e por ultimo, anda em três patas. É o homem que na infância engatinha, quando adulto anda normal e quando fica velho anda de bengala. Édipo é um iniciado, um ser humano que quer encontrar seu próprio “eu”, a esfinge é a vida que trás o enigma que se decifrarmos todos nós entramos no lado humano e quando isso acontece, transcendermos o lado espiritual místico e não religioso que ainda é pseudo materialista. Quando ele casa com sua mãe, que pela lei quem passa pela Esfinge e mata o rei, se torna rei e casa com a rainha; o próprio filho casa com sua mãe, o homem encontra sua origem e com a verdade dessa origem casa com a rainha e sua mãe, o sentimento que reina com e dá a nós o gosto de viver. Mas ele não largou o lado e os costumes e quando descobre a verdade, que a mulher – rainha que ele casou é sua mãe, vaza seus olhos e fica cego; na verdade Édipo se condena por não trabalhar dentro de si a culpa, o julgamento social é cruel, é muito pior que o pior governo autoritário, muito pior que um Taliban, não somos diferentes deles. Édipo se condenou por uma conduta moral que pensou ter deixado de lado para encontrar sua senda, seu destino.

Freud apenas leu o lado materialista da historia, que muito na verdade, os poetas e líricos gregos (porque não os filósofos também), eram iniciados nos Mistérios de Eleusis e sabiam que tudo isso é o destino do ser humano que sempre procura a senda de ser ele mesmo; pois não adianta irmos a igrejas, orarmos para o Criador, se não sabemos o enigma da Esfinge (vida), não sabemos que para encontrar o divino temos que encontrar a nós mesmos. Nós somos o divino, todo nosso corpo é a igreja, o tijolo de Cristo é a iniciação do encontro do ser, a libertação da Matrix que somos submetidos, somos capazes de explorar nosso ser que ainda está trancado nas sombras que nos mostram, somos que não é a imagem verdadeira. Todo Crucificado um dia ressuscita, todo ser que no meio do sofrimento, renasce num novo homem, que todos os dias tem um enigma a ser descoberto e quando isso é feito, somos posto a renascer.
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Apesar de estarmos na modernidade contemporânea, mesmo com todo o aparato tecnológico que somos submetidos, somos protótipo da educação que tivemos dos nossos antepassados; não deixamos as tradições arcaicas e fora da realidade, para renascemos em seres humanos modernos que não se respeitam e não respeitam o outrem em seus direitos. Esse Taliban que julgou essa moça, não pode nem sequer criticar governo nenhum, nem lutar por liberdade nenhuma, porque tiraram a liberdade do outro; a inveja faz o brasileiro ser medíocre, não criticamos o governo por ser corrupto como um ato amoral, criticamos porque não estamos lá, somos vitima de nossa própria frustração.

As mesmas que chamaram – na de “puta”, queriam que os homens olhassem para elas, queriam na verdade ser aquela loira bonita que todos os homens olhavam. Na verdade, toda conduta moralista é um protótipo do medo que temos do poder do outro, por isso a igreja tanto evangélicas como as católicas, condenam o espiritismo, como seitas e doutrinas desse porte, por simples medo. Medo que levou os nazistas a eliminar os imperfeitos, medo que nos fazem rejeitar o diferente, medo de enfrentar a vida e todos seus desafios. Não somos diferentes dos terroristas, não somos diferentes do Taliban que defende a burca nas mulheres, não somos diferentes dos nazistas que faziam eutanásia aos imperfeitos e matou milhares por não serem alemães legítimos; não crescemos de conceito e nem esquecemos as nossas origens gregas e hebréias, o imperfeito tem que ser morto, ele não pode ser um iniciado, uma mulher que mostra sua beleza, não pode ser uma humana. Acham que essas “santas” comportadas, que vão às igrejas, são melhores que ela? Claro que não! São mulheres que erram e que não sabem onde está a verdadeira espiritualidade, onde se passa o real encaminhamento do real ser espiritual.

Tudo na vida é questão de ver seu simbolismo, ver como ela lhe transmite seu ensinamento. Mas como sempre, o ser humano não será e nunca é capaz de ver entre as letras e faz uma leitura sistemática, que nesse caso tanto na moral cristã como a saia da moça em questão, fizeram de maneira sistemática. O simbolismo da moral cristã nada tem a ver com o sexo e com o comportamento mundano, tem a ver com o aspecto espiritual que procuramos e não achamos porque não sabemos ver ainda os inúmeros simbolismos que há; a moça foi com o vestido, não para se sentir “puta”, mas para ir numa festa após a aula, queria se sentir bonita e isso é o importante, se sentir. A sociedade é medíocre, eles querem que nós se sentirmos menores para se sentirem superiores, mas com esses recalques são inferiores, são aspectos que o ser humano não deixa e nunca deixará de ser, a inveja mata, mata o espírito de ser ele mesmo.

Publicado por: eu23 | Outubro 14, 2009

Distrito 9 e a sociedade

Hoje assisti um filme Distrito 9 que alem de se parecer com documentário, que é algo bastante interessante, sua historia é bastante atrativa na área sociológica. É desenvolvida em cima da idéia que aliens tiveram que aterrissar na Terra forçadamente e para não morrer de fome, começam a viver em guetos (a velha discussão do preconceito), que se deu o nome de Distrito 9.

Pelo que vejo, todo preconceito e rejeição é daquilo que não entendem, ou por causa de estados que não estão isentos de se ficar (como no meu caso, a deficiência física). Eu acredito que toda fauna terrestre (como tudo no universo), tenha uma evolução continua e que essa evolução tenha sido principiada pelos organismos simples até atingir o complexo. Isso se reflete nas mais variadas espécies que o mais forte (assim dizem), subjugam os mais passivos e assim talvez, tenha acontecido as extinções de muito animais e até algumas da espécie humanóide (o ser humano). A idéia que os ditos “diferentes”, como num organismo, são rejeitados por não serem reconhecidos; é um processo muito corriqueiro dentro da natureza, ou seja, as células que não são reconhecidas, são extirpadas do corpo. Muitos órgãos transplantados, muitas vezes ou sempre, são rejeitados pelos organismos e tendo o paciente, ter que tomar remédio pela a vida afora.

Não vou entrar muito na idéia do filme, mas é mais ou menos o que acontece quando se formas guetos populacionais, que os “diferentes” tenham que ficar isolados do resto; foi o que aconteceu com os aliens, os humanos os deixaram ficar para terem um lugar e enquanto isso, ficavam verificando sua tecnologia e tentando criar armas mais eficientes, mas caras e que dessem bastante lucro. Bastante obvio, que é bem claro, que a mensagem que não acreditamos na igualdade e sim, toleramos as pessoas diferentes por pura política; assim então, Aristóteles tenha escrito a famosa máxima de sua filosofia, ou uma delas, que o ser humano é um animal político. Ai completo que essa tolerância política é somente, um modo de sustentar seus devidos interesses; ou seja, não somos animais políticos por necessidade biológica, mas de maneira social, que é muito diferente. Nossa maneira social e política, pelo menos o que conhecemos hoje, é um modo artificial e que não faz parte de nenhuma espécie símia. Se sustenta por religiões e por instituições políticas, sustentadas por aqueles que dentem os modos de produção.

Ai caímos na caverna de Platão, para os mais moderninhos, o mundo de Matrix. Seres presos dês do nascimento que ficam a mercê de sombras que pensam ser a verdade, no caso do filme Matrix, as imagens holográficas do século 20. Todas as imagens, tanto religiosas, quanto políticas – culturais, são apenas “sombras” de uma verdade que é muito além do que é mostrado; são imagens que nos são mostradas a milênios para assegurar a sobrevivência do poder, esse poder que nos foi imposto e mal explicado, que inventou a propriedade. O poder é uma usurpação do processo natural do ser humano, pois mesmo que nós sejamos animais sociais, isso não quer dizer que o ser humano tenha que se submeter ao outro. A idéia de inúmeras obras literárias é que o ser humano só vê a verdade, quando conhece o próprio ser, conheça a ti mesmo e então conhecera o universo e os deuses, assim estava no Oráculo de Apolo em Delfos. Vendo o que é capaz não é ótimo para alcançar seu bem estar e assumir o controle? É o que vimos no Distrito 9 e outros filmes, a autoridade intimida os mais necessitados para eles não terem auto confiança e inventam inúmeras religiões e ideologias políticas, para o povo não se unir. O direito a liberdade é aniquilado para não haver rebelião.

O que se pode ver, dentro do filme, é que o perseguidor se torna o perseguido (o comandante dos despejos vira um deles), para sentir o que aqueles que vivem isso. No mais, numa analise bem social, é interessante essa visão e começamos a pensar numa coisa mais ampla.

Publicado por: eu23 | Agosto 10, 2009

RELIGIÃO E POLITICA

matrixMuitos erros consensuais, fizeram escrever esse texto, pois no andar da historia humana, o ser humano sempre pôs em Volga esse tipo de confusão. Também, não é para menos, já que sempre tiveram o poder a base dentro da teologia e política como se fosse uma só. Não sei qual a base que se pensa assim ou se entendi errado, mas muita coisa li que se encaixa nesses termos.

Para começar devo alertar que Jesus não era socialista, não se tem uma fonte segura da ideologia política de Jesus, mas nem o comunismo e nem o socialismo é considerado cristão. Karl Marx foi considerado uma espécie de messias do proletariado, mas só pôs em escopo cientifico por causa de que o sogro era rico e ele tinha atrito com ele, também defendia a eliminação de uma parte da sociedade; onde Jesus propôs isso? Além da famosa frase de Marx que a religião é o ópio do povo, ou seja, ele defendia a eliminação da religião na sociedade. Mas o que a maioria não sabe é que o marxismo é uma religião no moldes de uma igreja tipo a universal do senhor Edir Macedo, mas é só vê um adepto de algum partido de esquerda para sermos atacado quando formamos uma critica perante o partido.

Para mim é uma questão sofistica e não ideológica, não é um sentimento verdadeiro, mas falácias retóricas demagógicas que só consistem em assegurar o poder sem o bem da nação e nem muito menos, o bem do povo. Isso é fato dês do império romano, quando Julio Cesar estoura o império encima da republica e isso é fato. Outra coisa é que o universo não é democrático, por mais que os liberais queiram, não existe uma assembléia onde o sol divide a hierarquia com os planetas é feito o que se precisa. Penso que uns dos maiores aprendizados que tive foi que não existe esquerda e nem direita, existe interesses e esses interesses prevalecem muito mais do que é certo, e isso é verdade mesmo diante do próprio povo. As ideologias políticas nem sempre batem com as ideologias populares e muito menos as ideologias religiosas.

Hoje o que vimos é o sistema populista que muitos imperadores romanos traçavam e faziam para melhor dominar a maioria. Mas o que realmente penso no modelar de uma sociedade? Vamos pegar a idéia do filme Matrix e dar um ar bem social, já que muitos podem dizer que estou fazendo de uma obra de ficção, uma verdade absoluta. Bem, vamos imaginar que o personagem Neo que é acordado por Morpheu, são os revolucionários que sempre existiram; são apenas a reconfiguração da Matrix, pois a Matrix é o poder político, um Che Guevara nada mais é do que um logaritmo para reconfigurar o sistema, por isso que na sua musica, a canora Pitty diz “E eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema”. Eles tentam impor a aqueles que disconfiguram a reconfigurar o sistema que nada mais é do que, as ideologias políticas.

Não é atoa que podemos ver que cada povo tem aquelas pessoas que não aceitam o poder vigente e ensina que aquilo é errado, um exemplo contemporâneo foi Martin Luther King, que apenas reconfigurou o sistema para aceitar o negro e não acabar com a diferença racial. Parece que há em algum lugar dentro da sociedade, um adaptador que configura a sociedade conforme a necessidade que se aparece, pois nunca acaba a diferença e sim, há uma adaptação da mesma. Nós que temos deficiência física sabemos que deve haver uma adaptação dentro de nossas atividades que dê para fazemos, senão, não há meios para aquilo se realizar. A realidade é adaptável a nossa visão de “mundo”, não o mundo como coisas palpáveis, mas um mundo ideológicos que fazemos graças a aquilo que nos mostram. Se ao meu parecer o melhor é o comunismo, então minha verdade e realidade será o comunismo (lógico que sem perder meus bens), e a analise desse pensamento é interessante, tem a ver com a vaidade humana.

Estava eu vendo uma palestra com o psicanalista Flavio Gikovate e ele disse que tem um amigo cubano que diz que não há problema de não ter carro, porque não há necessidade de telo, já que ninguém tem. Ora, fica claro que todo comunista socialista tem uma inveja dos que tem, fica dizendo para o outro dividir, mas ele próprio dividir fica meio difícil. Nada tem de errado, já que o ser humano é um ser social, mas “achar” que as pessoas devem ajudar aqueles que não lutam é complicado. Mas no mais, minha visão política é completamente ética e não está separado no escopo espiritual, que para mim tem a ver numa estância moral.

Daí o “bicho pega”, quando pensamos em coisas morais nos vem a cabeça o moralismo, não é isso, a moral vem do termo latino “mores” que significa costumes. Então, não esta errado em dizer que nossos políticos tem moral, porque os costumes que a maioria aprende, um político também vai aprender; a moral que exigimos que se tenha é idealizada, é uma moral vinda da virtude platônica – socrática, nada tem a ver com a verdade. Alias, em questão da verdade sou um niilista nietzschiano, ou seja, o que vai me servir achar a verdade entre o comunismo e o capitalismo liberal, por exemplo? A virtude é algo que nos impulsiona para o conhecimento e a base moral social para uma boa convivência, mas não existem em todo o universo, verdades absolutas  e muito menos, fatos eternos. Portanto, todo político de nosso país tem as mesmas atitudes que a maioria tem e ninguém vê, ou não quer ver, por idealizar a moral. Uma pessoa pode colar um adesivo de deficiência para parar numa vaga de deficiente sem o ser, o que tem de diferente de um ato de corrupção política? Também há uma confusão, como tudo no Brasil, entre ética e moral que faz com que façamos utopias intermináveis.

Uma conduta moral é uma conduta de costumes com a sociedade onde vivemos, um político não “parar” de viajar não está errado quanto o costume do brasileiro de sempre querer viajar, só há uma diferença, o político tem dinheiro para “bancar” o que não acontece com o resto que fica sem o ano inteiro. A ética vem do grego “ethos” que são conjuntos de condutas que temos em um meio social, como não parar em vagas para deficientes que é uma conduta ética que a derivação é virtude, aprendemos esses sistemas éticos (ou deveríamos), no colo de nossas mães. Só que nossas condutas morais, pelo menos a brasileira do “jeitinho”, não nos deixam ver esse tipo de conduta ética e fazemos o que o “outro” faz. A lei do Gerson nasceu muito tempo atrás lá em Portugal e veio importada, onde se não é vantagem para mim, então não é vantagem; não somos cidadãos e sim, caricaturas populares sociais. Então, só posso concluir que tudo nasce de uma visão de mundo (conceitos sobre a verdade), que fazemos conforme nossos próprios interesses e Sócrates já dizia isso, pois todos são “bonzinhos” para parecerem, nada mais são do que demagogos. Para melhorar digo, não existe uma moral que não tenha para nós um retorno daquilo que damos, se damos amor é porque queremos receber esse amor de volta, se pagarmos impostos, queremos que o governo nos amparem exclusivamente (aqui no Brasil até quem não paga quer tratamento vip). Não temos sistemas éticos e sim, sistemas morais.

Então, a partir de uma pauta religiosa, ou uma filosofia dentro da pratica da auto-imagem como o budismo, por exemplo, podemos nos conduzir a uma conduta ética, não me refiro usar a religião para seus interesses como fez o ex presidente americano Bush em suas declarações. Mas ver que aquela conduta trará conseqüências para o meio social onde se encontra, como dizer de não fazer com os outros o que não se quer que faça conosco, isso é uma conduta ética. Temos que nos por no lugar do outro para perceber o que fazemos dentro de uma sociedade, temos que perceber que não estamos sós dentro de uma rua ou avenida, estamos conduzindo o carro no meio dos outros carros e dividindo esse espaço. Essas condutas sociais não são individualizas e sim, socializadas, são de escopo social e não podem ser conduzidas dentro do individuo, somente.

Mas para respeitar o outro, tenho em primeiro, conhecer o que eu vejo enquanto ser humano; o que faço dentro da sociedade onde vivo. Pois na minha visão, farei o que não gostaria que não fizessem comigo, lógico, que sempre dizendo e deixando bem claro que temos também uma individualidade. Não podemos, talvez, confundir individualidade com egoísmo; a individualidade é o seu “espaço”, onde nem sempre está pronto ou está ocupado e não pode ajudar naquele momento. O egoísta só vê o lado de si mesmo e não divide isso socialmente, ou seja, ele tem um conhecimento, por exemplo, e não quer passar ele adiante; ai sim é um egoísta que quer prender o conhecimento para si mesmo. As condutas éticas são todas sociais e não visam à moralidade e sim, a visão muito além de si mesmo, é uma visão social que podemos melhorar nossa conduta e fazer nossa parte dentro de um meio social.

Condutas éticas e morais é uma questão de escolhas, mas em meu pensamento, essas escolhas são muitas vezes já feitas e não entendemos o porquê do objetivo daquilo. Entra tanto a causa e efeito, como somos condenados a sermos livres e nessa condenação somos condicionados em escolher e nessas escolhas temos que arcar com as conseqüências. Muitas vezes talvez, não podemos entender a escolha alheia, mas podemos entender e até compreender que o motivo, que muitas vezes não entendemos porque ficamos presos em nosso entendimento. Usando ainda a analogia de Matrix, cada corpo contém um código que faz e comanda cada ação de todo o mundo; por exemplo, existem os pombos que voam e comem as migalhas que caem no chão, há nisso uma força que fez o pombo ser pombo e fá-loele saber que comendo as migalhas não deixa morrer de fome. O problema não é escolher entre ética, moral, bem ou mal, mas entender que se optamos por ética, temos que ampliar para o âmago social e se eu optar por moral, isso só irá conter somente aquele ambiente. O pombo não tem escolhas, pois foi “programado” a fazer o que faz, não tem opções a ser feitas.

As programações do sistema foram ao longo do tempo reprogramadas, como em cada época aparece uma “anomalia” que não aceita essa programação, mas é diferente de um “vírus” que contamina a maquina (sistema); ele tem a “missão” de fazer com que esse mesmo sistema adapte as novas mudanças que o ser humano faz biologicamente. Daí, temos uma pergunta que nos faz entender: quem ou o que programa tudo isso? Uns vão dizer que é a mão invisível, já outros vão dizer que há por trás disso tudo um governo paralelo, mas digo uma coisa; não há aceitação a essas anomalias e sim a eliminação quando elas mostram as falhas, há varias anomalias a serem corrigidas, como os deficientes, por exemplo, ou outras anomalias dentro do sistema. Resta saber se aceitamos a programação que nos é feita e o que fazemos dela, como bem disse o filosofo Sartre, não importa com que fazem de nós e sim o que fazemos o que fazem de nós.

Os “vírus” são programas que são banidos de suas funções, mas por ainda estarem dentro do sistema, não deixam de fazer as suas funções que foram programados, os agentes “Smith´s”. Mas o que seriam dentro desse mundo? São as idéias antigas, são os sistemas morais que ainda assombram a humanidade, que dá a ela idéias que não cabem as reprogramações, então eles tentam ainda operar no sistema velho; tanto que o programa (revolucionário) que tem que acabar com ele tem que ser morto, não pode fazer parte desse novo sistema, ele morre junto com o “vírus”. Mas ele multiplica o código fonte que dá essa anomalia, ele faz sua idéia se multiplicar e ela faz com que essas outras idéias antigas se desfaçam. As religiões oficiais não cabem mais dentro dessa nossa programação, então as pessoas ficam lutando para aceitar essa nova visão, que nada mais é, do que a quebra de paradigma. Mudar o padrão que se está acostumado a ter.

Não precisamos separar a religião e política, precisamos saber que tudo é uma visão interna e não externa, não precisamos acreditar em um Bush quando esse diz que Deus está com ele e uma guerra, mas acreditar que ele faz parte da virose de um sistema que precisa mudar, os paradigmas precisam mudar. Acredito que Deus não quer guerras, tanto de um lado ou de outro, mas quer que entendamos que tudo há uma causa para cada efeito; se por muitos anos os norte-americanos exploraram e disseminaram sua cultura, vai fecundar um “ódio” graças a essa imposição. No caso do oriente médio, queiram ou não, o estado de Israel foi imposto e isso é fato, a aceitação desse Estado é que deveria ser o foco da questão.

Não podemos confundir essa anomalia como vinda dos submissos, um Jesus pode ser uma anomalia ao pensamento submisso tanto do império romano, quanto a religião vigente mosaica. Aliás, quando ele fala que não veio para destruir a lei de Moises e sim cumpri-la, ele está reconfigurando o sistema mosaico para ser fiel a codificação que Moises revelou (nesse caso, Moises era um programa codificador). Mas Julio Cesar foi uma anomalia dentro da republica romana, que queria (talvez?), fazer com que tudo se cumprisse; outro que poderíamos contrabalancear foi Alexandre Magno que reprogramou o sistema de outros países ao código fonte grego, mas os agentes não deixaram que esse código fonte se espalhasse e mataram seu propagador. O problema é que fazemos das pessoas não dignas e que não podem lutar, elas não lutam por serem “excluídas” e quem vai incluir elas alem delas mesmas?

Não vejo diferença nenhuma entre as ditaduras e o modo democrático, porque não vejo diferença do modo que o sistema se opera, o sistema é um resta nós acordarmos disso tudo. Onde estará o fim da caverna que sairemos e conheceremos a verdade? Eu suspeito que não vamos, mas sempre vai configurar o sistema conforme o que o ser humano mudar. Vai tomar que pílula, a azul ou a vermelha?

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