Muitos erros consensuais, fizeram escrever esse texto, pois no andar da historia humana, o ser humano sempre pôs em Volga esse tipo de confusão. Também, não é para menos, já que sempre tiveram o poder a base dentro da teologia e política como se fosse uma só. Não sei qual a base que se pensa assim ou se entendi errado, mas muita coisa li que se encaixa nesses termos.
Para começar devo alertar que Jesus não era socialista, não se tem uma fonte segura da ideologia política de Jesus, mas nem o comunismo e nem o socialismo é considerado cristão. Karl Marx foi considerado uma espécie de messias do proletariado, mas só pôs em escopo cientifico por causa de que o sogro era rico e ele tinha atrito com ele, também defendia a eliminação de uma parte da sociedade; onde Jesus propôs isso? Além da famosa frase de Marx que a religião é o ópio do povo, ou seja, ele defendia a eliminação da religião na sociedade. Mas o que a maioria não sabe é que o marxismo é uma religião no moldes de uma igreja tipo a universal do senhor Edir Macedo, mas é só vê um adepto de algum partido de esquerda para sermos atacado quando formamos uma critica perante o partido.
Para mim é uma questão sofistica e não ideológica, não é um sentimento verdadeiro, mas falácias retóricas demagógicas que só consistem em assegurar o poder sem o bem da nação e nem muito menos, o bem do povo. Isso é fato dês do império romano, quando Julio Cesar estoura o império encima da republica e isso é fato. Outra coisa é que o universo não é democrático, por mais que os liberais queiram, não existe uma assembléia onde o sol divide a hierarquia com os planetas é feito o que se precisa. Penso que uns dos maiores aprendizados que tive foi que não existe esquerda e nem direita, existe interesses e esses interesses prevalecem muito mais do que é certo, e isso é verdade mesmo diante do próprio povo. As ideologias políticas nem sempre batem com as ideologias populares e muito menos as ideologias religiosas.
Hoje o que vimos é o sistema populista que muitos imperadores romanos traçavam e faziam para melhor dominar a maioria. Mas o que realmente penso no modelar de uma sociedade? Vamos pegar a idéia do filme Matrix e dar um ar bem social, já que muitos podem dizer que estou fazendo de uma obra de ficção, uma verdade absoluta. Bem, vamos imaginar que o personagem Neo que é acordado por Morpheu, são os revolucionários que sempre existiram; são apenas a reconfiguração da Matrix, pois a Matrix é o poder político, um Che Guevara nada mais é do que um logaritmo para reconfigurar o sistema, por isso que na sua musica, a canora Pitty diz “E eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema”. Eles tentam impor a aqueles que disconfiguram a reconfigurar o sistema que nada mais é do que, as ideologias políticas.
Não é atoa que podemos ver que cada povo tem aquelas pessoas que não aceitam o poder vigente e ensina que aquilo é errado, um exemplo contemporâneo foi Martin Luther King, que apenas reconfigurou o sistema para aceitar o negro e não acabar com a diferença racial. Parece que há em algum lugar dentro da sociedade, um adaptador que configura a sociedade conforme a necessidade que se aparece, pois nunca acaba a diferença e sim, há uma adaptação da mesma. Nós que temos deficiência física sabemos que deve haver uma adaptação dentro de nossas atividades que dê para fazemos, senão, não há meios para aquilo se realizar. A realidade é adaptável a nossa visão de “mundo”, não o mundo como coisas palpáveis, mas um mundo ideológicos que fazemos graças a aquilo que nos mostram. Se ao meu parecer o melhor é o comunismo, então minha verdade e realidade será o comunismo (lógico que sem perder meus bens), e a analise desse pensamento é interessante, tem a ver com a vaidade humana.
Estava eu vendo uma palestra com o psicanalista Flavio Gikovate e ele disse que tem um amigo cubano que diz que não há problema de não ter carro, porque não há necessidade de telo, já que ninguém tem. Ora, fica claro que todo comunista socialista tem uma inveja dos que tem, fica dizendo para o outro dividir, mas ele próprio dividir fica meio difícil. Nada tem de errado, já que o ser humano é um ser social, mas “achar” que as pessoas devem ajudar aqueles que não lutam é complicado. Mas no mais, minha visão política é completamente ética e não está separado no escopo espiritual, que para mim tem a ver numa estância moral.
Daí o “bicho pega”, quando pensamos em coisas morais nos vem a cabeça o moralismo, não é isso, a moral vem do termo latino “mores” que significa costumes. Então, não esta errado em dizer que nossos políticos tem moral, porque os costumes que a maioria aprende, um político também vai aprender; a moral que exigimos que se tenha é idealizada, é uma moral vinda da virtude platônica – socrática, nada tem a ver com a verdade. Alias, em questão da verdade sou um niilista nietzschiano, ou seja, o que vai me servir achar a verdade entre o comunismo e o capitalismo liberal, por exemplo? A virtude é algo que nos impulsiona para o conhecimento e a base moral social para uma boa convivência, mas não existem em todo o universo, verdades absolutas e muito menos, fatos eternos. Portanto, todo político de nosso país tem as mesmas atitudes que a maioria tem e ninguém vê, ou não quer ver, por idealizar a moral. Uma pessoa pode colar um adesivo de deficiência para parar numa vaga de deficiente sem o ser, o que tem de diferente de um ato de corrupção política? Também há uma confusão, como tudo no Brasil, entre ética e moral que faz com que façamos utopias intermináveis.
Uma conduta moral é uma conduta de costumes com a sociedade onde vivemos, um político não “parar” de viajar não está errado quanto o costume do brasileiro de sempre querer viajar, só há uma diferença, o político tem dinheiro para “bancar” o que não acontece com o resto que fica sem o ano inteiro. A ética vem do grego “ethos” que são conjuntos de condutas que temos em um meio social, como não parar em vagas para deficientes que é uma conduta ética que a derivação é virtude, aprendemos esses sistemas éticos (ou deveríamos), no colo de nossas mães. Só que nossas condutas morais, pelo menos a brasileira do “jeitinho”, não nos deixam ver esse tipo de conduta ética e fazemos o que o “outro” faz. A lei do Gerson nasceu muito tempo atrás lá em Portugal e veio importada, onde se não é vantagem para mim, então não é vantagem; não somos cidadãos e sim, caricaturas populares sociais. Então, só posso concluir que tudo nasce de uma visão de mundo (conceitos sobre a verdade), que fazemos conforme nossos próprios interesses e Sócrates já dizia isso, pois todos são “bonzinhos” para parecerem, nada mais são do que demagogos. Para melhorar digo, não existe uma moral que não tenha para nós um retorno daquilo que damos, se damos amor é porque queremos receber esse amor de volta, se pagarmos impostos, queremos que o governo nos amparem exclusivamente (aqui no Brasil até quem não paga quer tratamento vip). Não temos sistemas éticos e sim, sistemas morais.
Então, a partir de uma pauta religiosa, ou uma filosofia dentro da pratica da auto-imagem como o budismo, por exemplo, podemos nos conduzir a uma conduta ética, não me refiro usar a religião para seus interesses como fez o ex presidente americano Bush em suas declarações. Mas ver que aquela conduta trará conseqüências para o meio social onde se encontra, como dizer de não fazer com os outros o que não se quer que faça conosco, isso é uma conduta ética. Temos que nos por no lugar do outro para perceber o que fazemos dentro de uma sociedade, temos que perceber que não estamos sós dentro de uma rua ou avenida, estamos conduzindo o carro no meio dos outros carros e dividindo esse espaço. Essas condutas sociais não são individualizas e sim, socializadas, são de escopo social e não podem ser conduzidas dentro do individuo, somente.
Mas para respeitar o outro, tenho em primeiro, conhecer o que eu vejo enquanto ser humano; o que faço dentro da sociedade onde vivo. Pois na minha visão, farei o que não gostaria que não fizessem comigo, lógico, que sempre dizendo e deixando bem claro que temos também uma individualidade. Não podemos, talvez, confundir individualidade com egoísmo; a individualidade é o seu “espaço”, onde nem sempre está pronto ou está ocupado e não pode ajudar naquele momento. O egoísta só vê o lado de si mesmo e não divide isso socialmente, ou seja, ele tem um conhecimento, por exemplo, e não quer passar ele adiante; ai sim é um egoísta que quer prender o conhecimento para si mesmo. As condutas éticas são todas sociais e não visam à moralidade e sim, a visão muito além de si mesmo, é uma visão social que podemos melhorar nossa conduta e fazer nossa parte dentro de um meio social.
Condutas éticas e morais é uma questão de escolhas, mas em meu pensamento, essas escolhas são muitas vezes já feitas e não entendemos o porquê do objetivo daquilo. Entra tanto a causa e efeito, como somos condenados a sermos livres e nessa condenação somos condicionados em escolher e nessas escolhas temos que arcar com as conseqüências. Muitas vezes talvez, não podemos entender a escolha alheia, mas podemos entender e até compreender que o motivo, que muitas vezes não entendemos porque ficamos presos em nosso entendimento. Usando ainda a analogia de Matrix, cada corpo contém um código que faz e comanda cada ação de todo o mundo; por exemplo, existem os pombos que voam e comem as migalhas que caem no chão, há nisso uma força que fez o pombo ser pombo e fá-loele saber que comendo as migalhas não deixa morrer de fome. O problema não é escolher entre ética, moral, bem ou mal, mas entender que se optamos por ética, temos que ampliar para o âmago social e se eu optar por moral, isso só irá conter somente aquele ambiente. O pombo não tem escolhas, pois foi “programado” a fazer o que faz, não tem opções a ser feitas.
As programações do sistema foram ao longo do tempo reprogramadas, como em cada época aparece uma “anomalia” que não aceita essa programação, mas é diferente de um “vírus” que contamina a maquina (sistema); ele tem a “missão” de fazer com que esse mesmo sistema adapte as novas mudanças que o ser humano faz biologicamente. Daí, temos uma pergunta que nos faz entender: quem ou o que programa tudo isso? Uns vão dizer que é a mão invisível, já outros vão dizer que há por trás disso tudo um governo paralelo, mas digo uma coisa; não há aceitação a essas anomalias e sim a eliminação quando elas mostram as falhas, há varias anomalias a serem corrigidas, como os deficientes, por exemplo, ou outras anomalias dentro do sistema. Resta saber se aceitamos a programação que nos é feita e o que fazemos dela, como bem disse o filosofo Sartre, não importa com que fazem de nós e sim o que fazemos o que fazem de nós.
Os “vírus” são programas que são banidos de suas funções, mas por ainda estarem dentro do sistema, não deixam de fazer as suas funções que foram programados, os agentes “Smith´s”. Mas o que seriam dentro desse mundo? São as idéias antigas, são os sistemas morais que ainda assombram a humanidade, que dá a ela idéias que não cabem as reprogramações, então eles tentam ainda operar no sistema velho; tanto que o programa (revolucionário) que tem que acabar com ele tem que ser morto, não pode fazer parte desse novo sistema, ele morre junto com o “vírus”. Mas ele multiplica o código fonte que dá essa anomalia, ele faz sua idéia se multiplicar e ela faz com que essas outras idéias antigas se desfaçam. As religiões oficiais não cabem mais dentro dessa nossa programação, então as pessoas ficam lutando para aceitar essa nova visão, que nada mais é, do que a quebra de paradigma. Mudar o padrão que se está acostumado a ter.
Não precisamos separar a religião e política, precisamos saber que tudo é uma visão interna e não externa, não precisamos acreditar em um Bush quando esse diz que Deus está com ele e uma guerra, mas acreditar que ele faz parte da virose de um sistema que precisa mudar, os paradigmas precisam mudar. Acredito que Deus não quer guerras, tanto de um lado ou de outro, mas quer que entendamos que tudo há uma causa para cada efeito; se por muitos anos os norte-americanos exploraram e disseminaram sua cultura, vai fecundar um “ódio” graças a essa imposição. No caso do oriente médio, queiram ou não, o estado de Israel foi imposto e isso é fato, a aceitação desse Estado é que deveria ser o foco da questão.
Não podemos confundir essa anomalia como vinda dos submissos, um Jesus pode ser uma anomalia ao pensamento submisso tanto do império romano, quanto a religião vigente mosaica. Aliás, quando ele fala que não veio para destruir a lei de Moises e sim cumpri-la, ele está reconfigurando o sistema mosaico para ser fiel a codificação que Moises revelou (nesse caso, Moises era um programa codificador). Mas Julio Cesar foi uma anomalia dentro da republica romana, que queria (talvez?), fazer com que tudo se cumprisse; outro que poderíamos contrabalancear foi Alexandre Magno que reprogramou o sistema de outros países ao código fonte grego, mas os agentes não deixaram que esse código fonte se espalhasse e mataram seu propagador. O problema é que fazemos das pessoas não dignas e que não podem lutar, elas não lutam por serem “excluídas” e quem vai incluir elas alem delas mesmas?
Não vejo diferença nenhuma entre as ditaduras e o modo democrático, porque não vejo diferença do modo que o sistema se opera, o sistema é um resta nós acordarmos disso tudo. Onde estará o fim da caverna que sairemos e conheceremos a verdade? Eu suspeito que não vamos, mas sempre vai configurar o sistema conforme o que o ser humano mudar. Vai tomar que pílula, a azul ou a vermelha?